Posts Marcados Sarney

Pobre Brasil


Minha Brasília amarela está de portas abertas,

Cofres arrombados e muita amnésia,

Atos secretos, nojentos, obscuros,

Nenhuma voz se levanta contra essa miséria?

E agora José? Teus irmãos te venderam!

É melhor da no pé,

Mas você volta!

Por que aqui é seu lugar.

Abre os teus celeiros,

De cesta básica e bolsa família.

E ta tudo resolvido! Oh Rei do Egito!

A crise não é minha, a crise é do senado!

A pizza não é minha, a pizza é do senado!

Come, relaxa e goza!

Aqui tem um bando de louco!

Quarta e domingo tem futebol

De segunda a sexta universal! Amém pessoal?

Ainda há tempo pro samba, cervejinha e carnaval.

Na avenida paulista são mais de três milhões!

Nuca antes neste país se viu nada igual.

A culpa é do Português Pedro Cabral

Roubaram todo nosso ouro! E daí?

De qualquer forma roubado seria mesmo!

Não deixem para roubar amanhã o que você pode roubar hoje.

Marchem soldados cabeça de papel,

Ninguém vai ser preso no quartel!

A crise não é minha, a crise é do senado!

A pizza não é minha, a pizza é do senado!

Come, relaxa e Goza.

Na próxima eleição o orgasmo está garantido,

É só continuar votando no mesmo partido.

Camilo, 2009

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Eis os métodos dos aliados dos Sarneys, a família do lulismo no Maranhão


Na Folha:
Um blog e jornais ligados à candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão tentaram intimidar repórter da Folha que investigava indícios de compra de votos no Estado. A repórter Elvira Lobato estava em São Luís apurando informações de que apoiadores da campanha de Roseana estavam supostamente pagando contas de eleitores pobres em troca de voto nela.

O dono de uma lotérica havia relatado que um homem chegou com centenas de contas de luz, água e telefone para pagar. Desembolsou R$ 10 mil em espécie. Como o dinheiro não foi suficiente para quitar todas as contas, saiu e voltou com mais R$ 10 mil. Mesmo assim, faltou dinheiro. O homem então deixou na lotérica uma pilha de boletos não pagos dizendo que iria buscar mais dinheiro para saldá-los.

A repórter foi até a lotérica anteontem e conferiu os dados e fotografou contas de várias pessoas. Com os nomes e endereços dos donos das contas, ela chegou a suas casas. Nas ruas do bairro, onde moram pessoas de baixa renda, havia cartazes de Roseana e de Ricardo Murad -cunhado da peemedebista, ex-secretário de Saúde e candidato a deputado estadual. A procuradora Carolina da Hora Mesquita abriu procedimento administrativo para apurar se as contas foram pagas em troca de votos.

BLOG
No mesmo dia, o “Blog do Décio” -pertencente ao jornalista Aldenísio Décio Leite de Sá e hospedado no site do jornal “O Estado do Maranhão”, pertencente à família Sarney- postou nota com o título: “Folha prepara novo factóide contra Roseana”. O blogueiro publicou foto da jornalista, com o número do celular dela. A repórter começou então a receber telefonemas e mensagens com insultos e ameaças.

“O jornal Folha de S. Paulo está preparando um novo factóide para tentar atingir a candidatura da governadora Roseana Sarney (PMDB). A repórter do jornal Elvira Lobato esteve reunida hoje pela manhã com Aderson Lago e Aziz Santos [assessores de Jackson Lago, adversário de Roseana] para colher deles algumas informações no sentido de embasar suas matérias”, escreveu o blogueiro. Uma das mensagens enviadas ao celular da repórter dizia: “Você envergonha a classe (…). Bandida, deixe o Maranhão em paz!”

A repórter esteve com assessores de Lago em busca de notícias sobre a queda de helicóptero usado na campanha. Os assessores disseram à repórter ter ouvido relatos de compra de votos. O post de Décio Sá foi reproduzido na íntegra pelo jornal “Tribuna do Maranhão”, de Timon (MA), e por diversos outros blogs de linha governista no Estado. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

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CARTA DE MANOEL DA CONCEIÇÃO


2ª carta de Carta de Manoel da Conceição ao Companheiro Presidente Lula

C/C para:

Sr. José Eduardo Dutra – Presidente Nacional do PT

Sra. Dilma Roulsseff – Pré Candidata do PT à Presidência da República

Executiva Nacional do PT

Diretório Nacional do PT

Nobre companheiro presidente Lula,

É com a ternura, o carinho e o amor de um irmão, a confiança, o respeito e o compromisso de um companheiro de classe, das organizações e lutas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país e do mundo que me sinto com a liberdade e o direito de lhe enviar esta 2ª carta, tratando de questões que compreendo ter muito a ver com a responsabilidade do companheiro tanto como agente político das lutas em prol da justiça social para a classe trabalhadora como também na qualidade de um primeiro presidente da república legitimamente forjado nas organizações e lutas desse povo excluído, sofrido, mas que é capaz de realizar o impossível enquanto força social e política organizada e consciente do seu projeto de libertação classista.

Dirijo-me ao companheiro com a minha identidade de trabalhador rural, de sindicalista, de ambientalista, de humanista e de militante e fundador do Partido dos Trabalhadores, o qual comecei a sonhar e trabalhar na sua criação quando ainda me encontrava no exílio, juntamente com honrados e honradas companheiros e companheiras que havíamos sido banidos do nosso país pela intolerância de um governo totalitário e de regime militar.

Porém, minha identidade social, política e classista se origina bem antes da criação do PT e da CUT, instrumentos classistas dos quais me orgulho de ter sido co-fundador, juntamente com o companheiro e um conjunto de honrado(a)s e legítimo(a)s militantes e intelectuais orgânicos da classe trabalhadora. Na realidade companheiro Lula minha história de luta social e política se originou aqui mesmo no Maranhão, estado do qual sou filho natural com minha matriz étnica negra e indígena.

Agora em julho de 2010 completarei 75 anos de idade. Quando eu era ainda jovem vi meu pai e muitas famílias agricultoras serem massacradas e enxotadas de suas posses por latifundiários, coronéis e jagunços, acobertados e protegidos por um governo oligárquico. Certa vez presenciei um grande massacre de companheiros meus quando estávamos reunidos em uma pequena comunidade rural do interior do Maranhão. Neste dia fomos atacados de forma covarde por um grupo de soldados e jagunços, que sem a menor chance de defesa assassinaram 5 pessoas, dentre elas uma criança que correu prá abraçar o pai caído no chão e foi pego pelas pernas e arremessado contra a parede que a cabeça abriu espalhando os seus miolos, também uma velhinha, que tentou impedir a morte do filho foi cravada de punhal em suas costas, ficando rodando no chão espetada. Eu escapei por puro milagre com um tiro na perna, mas me tornei mais revoltado ainda com a classe latifundiária e jurei perante a comunidade a lutar o resto de minha vida contra os latifundiários e suas injustiças.

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SUÍÇA BLOQUEIA CONTA DE US$ 13 MILHÕES DE FILHO DE SARNEY


Por Leonardo Souza e Andreza Matais, na Folha:
O governo suíço achou e bloqueou conta de US$ 13 milhões controlada pelo filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB). Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil.

Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal, segundo a Folha apurou.

O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor (ex-Boi Barrica), conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Nesse inquérito, Fernando já foi indiciado por formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Recursos no exterior não declarados à Receita caracterizam sonegação de tributos e geralmente são frutos de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney são alvo do fisco e da PF sob a suspeita desses crimes.

O bloqueio determinado pelos suíços ocorreu quando Fernando tentava transferir recursos daquele país para o principado de Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal entre a Áustria e a Suíça.

Trata-se de um bloqueio administrativo, adotado preventivamente quando há suspeitas sobre a natureza do dinheiro. Se comprovado que o dinheiro tem origem ilícita, como corrupção ou fraude bancária, o bloqueio passa a ter caráter criminal, e os recursos podem ser repatriados ao país de origem.

Procurado pela reportagem, Fernando disse que não comentaria o assunto. Em 2009, em entrevista ao jornal, ele negou operar contas no exterior.

A Folha também entrou ontem em contato com o escritório do advogado do empresário, Eduardo Ferrão, mas ele não pôde atender a ligação porque estava numa reunião com o pai de Fernando, José Sarney.

Essa é a segunda conta no exterior movimentada por Fernando que foi rastreada pelas autoridades brasileiras e não informada à Receita Federal.

Como a Folha revelou no início do mês, o governo chinês já havia informado o Ministério da Justiça que Fernando transferiu em 2008 US$ 1 milhão de uma conta no Caribe para Qingdao, na China. A ordem foi assinada de próprio punho pelo empresário.
Segundo as autoridades chinesas, os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (uma empresa, pelo nome, de acessórios de bicicleta), exatamente como estava escrito no ordem bancária. Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito.

Tanto no caso da Suíça quanto no da China, as contas não estão diretamente no nome de Fernando, mas no de “offshores” -empresas localizadas no exterior, normalmente em paraísos fiscais. A conta suíça estava registrada em nome de uma empresa chamada Lithia. Fernando consta nos registros da conta como único autorizado a movimentá-la, segundo a Folha apurou.

As autoridades brasileiras aguardam novas informações dos governos estrangeiros para decidir quais passos serão tomados a partir de agora. Aqui

Reinaldo Azevedo

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INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS


(Nelson Motta)

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invencíveis.
Sob fogo cruzado de denúncias , juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.

O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.

O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão ? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo.

Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas.

Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça.
Eles só tem medo de perder eleição.

Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.

Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

Via  Marcelo Quintela

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Honoráveis Bandidos: “Não vi, não li, não me interessa”, diz Sarney


Sinopse

“Não vi, não li, não me interessa”, diz Sarney sobre livro do jornalista Palmério Dória

Um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.

Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.

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