Posts Marcados Reflexão

O Deus dos crentes


O “Deus dos crentes” é inseguro, ciumento, invejoso e arrogante. Não é justo e nem injusto; depende, pode ser e pode não ser; depende da barganha a oferecer.

O “Deus dos crentes” leva dinheiro a sério para Si mesmo. Ele não aceita esse negócio de ser o dono do ouro e da prata na natureza, e não ser também o grandeBanqueiro da Terra.

Onde já se viu? Inventarem uma referência de valor e Deus não ser o dono? Que negocio é esse? Jamais! Que coisa é essa do dinheiro ficar na mão de outros? O “Deus dos crentes” diz: “Não inventei isso, mas já que existe e vale, é meu!”.

Na realidade o “Deus dos crentes” fica feliz quando os Seus representantes e cobradores de impostos declaram em Seu nome que Deus mandou dizer que quer dar dinheiro pros crentes que não forem miseráveis, pois, Ele só dará para quem der a Ele. Mas não explica porque a grana do mundo não está nas mãos dos crentes; e nem tampouco porque Ele tem que tirar o dinheiro do mundo de circulação secular, e fazendo todo o fluxo da economia vir apenas para as mãos dos crentes; os quais, não têm dinheiro.

Foi por essa razão que o “Deus dos crentes” teve que inventar um mover novo; no qual os crentes ficam sabendo que eles é que são os responsáveis por Deus ter ou não dinheiro nesse mundo, conforme a nova revelação do Deus desejoso de que o monopólio do dinheiro do mundo fique nas mãos dos crentes; e, assim, o mercado se equilibre.

Já pensarem Deus com dinheiro?” — perguntam os Seus fiscais de renda.

Ora, temos bons exemplos de Deus com dinheiro, e de Deus sem dinheiro. Ora, Deus sem dinheiro fica fraco e vira Jesus. E isso o Deus dos crentes não quer nunca mais, e pede aos crentes que o salve de tal humilhação. Já o Deus dos crentes com dinheiro, ah, nesse caso, Ele fica poderosos, mais poderoso que o diabo.

Deus nunca teve dinheiro. Mas nos últimos dois milênios Ele resolver acabar com essa miséria. Assim surgiu o Deus dos crentes. E se alguém quiser mais informações sobre isto, basta ver como Deus foi com dinheiro nesses últimos dois mil anos de “Deus Rico”.

Ora, com grana o “Deus dos crentes” é um Deus surtado. Sim! Ele, que não estava acostumado se não a nada, a tendas, a tabernaculos, a peregrinações livres, e, sobretudo, às incertezas do vento, agora, depois do dinheiro, surtou — surtou com Salomão, com Herodes, o Grande, com Constantino, com os poderes reais do Cristianismo, e, por último, com a prosperidade dos protestantes.

Ora, entre os últimos surgiu um grupo que mais do que qualquer outro, ambiciona por Deus. De fato eles dizem que querem dinheiro para Deus. Outros dizem que o dinheiro é de Deus; e, portanto, se tal grana não estiver no bolso-gaso-falácio da divindade, certamente estará no banco do inferno dos bolsos desigrejados.

Assim, para quem não sabe, o gaso-falácio é o bolso de Deus!

Leia o resto deste post »

Anúncios

Deixe um comentário

O sequestro do testemunho


Com o perdão da palavra, especialmente aos afortunados que desconhecem a expressão, uma palavrinha sobre o testemunho pessoal, o nome que se dá no círculos evangélicos ao ato de repartir-se (especialmente em público) a narrativa individual da conversão.

Qualquer um que teve o revés de esbarrar numa estação de rádio evangélica não desconhece o tom inequívoco de quem está falando DAQUILO QUE DEUS FEZ NA MINHA VIDA, mas os de dentro sabemos – pela experiência e também porque nos ensinaram – que essas peças literárias envolvem não apenas uma entonação e uma retórica, mas uma suposta relação com a aquisição e o exercício da própria salvação.

Não deve haver dúvida de que foi a cultura evangélica a introduzir na experiência cristã a centralidade do conceito de testemunho pessoal. Agostinho escreveu as suas Confissões e o apóstolo Paulo deixou-nos um ou dois esboços de autobiografias espirituais (nos quais, muito significativamente, não menciona os detalhes da sua conversão), mas o exemplo deles não parece ter deixado grande impacto na teologia e na liturgia.

Foram necessárias a Reforma e sua onde de impacto para que a prática tomasse forma e alcançasse a consagração. O paradoxo, portanto, está em que o movimento que privatizou praticamente todos os aspectos da experiência religiosa acabou sacralizando a confissão pública.

Que se saiba, o testemunho público de conversão encontrou seu lugar na liturgia cena no século dezesseis, pela mão dos puritanos norte-americanos. Tratava-se, aparentemente, um recurso para medir e garantir a afinidade de cada história pessoal à crença correta. Os que desejavam ingressar na congregação tinham de narrar publicamente o processo de conversão, de modo a que a comunidade pudesse avaliar a ortodoxia dos conceitos e episódios trazidos pelo candidato.

Essa formalidade lateral alcançou o centro do palco nos movimentos evangelísticos e carismáticos dos séculos dezoito e dezenove. A partir daí “contar ao mundo o que Deus fez por mim” passou a ser o cerne e a razão de ser, o método e o objetivo, dos movimentos de evangelização de cada braço do evangelicalismo. Como todas as soluções com vocação para a perpetuidade, a glorificação do testemunho pessoal apresentava mais de uma vantagem: além de cimentar no neófito e nos membros da comunidade o senso de pertença, servia também como ferramenta de propaganda para os candidatos a candidatos (isso sem contar que relegava a um segundo plano, de onde podiam permanecer ignorados, os desafios mais exigentes e embaraçosos da herança cristã – mas estou me adiantando).

Nos últimos cem anos a fabricação privada do testemunho pessoal, tanto em palavras quanto nos episódios que o comporão, tem sido absolutamente central na experiência comunitária evangélica – pelo menos tão fundamental quanto o ato de proferi-lo. A centralidade do testemunho é tamanha que o adorador só alcançará definitivamente a estatura de membro legítimo e integral do grupo, o divisivo status de um de nós, quando for capaz de proferi-lo. Não importa que o candidato participe da comunidade com toda a assiduidade ou paixão, ou já há tanto tempo; enquanto seu testemunho não estiver construído e exposto ele não estará completo como integrante do corpo.

A prática de se narrar publicamente a conversão é portanto a construção de uma construção; representa a introdução de uma novidade que ao mesmo tempo explica e perpetua a dinâmica que a sustentará.

Os evangélicos passaram a definir-se, em grande parte, como aqueles que “dão testemunho”. Não há como viver na arena evangélica sem acabar intuindo que o testemunho pessoal é ao mesmo tempo a narrativa da entrada e a chave da entrada na elite dos completos. Não há como evadir-se a esse regime, porque é ele que define a comunidade e a função de cada um dentro dela. Fabricar um testemunho pessoal é, muito literalmente, fabricar uma identidade; proferi-lo é também legitimar a identidade do grupo.

Bacia das Almas

Deixe um comentário

Os 4 Anjos presos junto ao rio eufrates


O Apocalipse nos fala de quatro espíritos aprisionados nas imediações do Rio Eufrates esperando a hora, o dia, o mês e o ano de sua libertação para o mal. Eles terão o papel de mobilizar os reis da terra para a guerra. O fim da escalada desemboca no Armagedom! Quem me conhece sabe que não sou dado a profecismos e nem a apocalipticismos! Não sou mesmo.

Não nasci ontem, e, nos quase 50 anos de vida que já vivi, neles, já vi, ouvi, percebi e discerni o quanto tais exercícios proféticos podem estar fadados à desgraça. Ou seja: nesses quase 50 anos eu sei que vivi muito mais do que Cronos demonstra. Foram muitas vidas compressas nesse lapso de tempo!

Mas não há como negar que os dias são maus e que os tempos se aproximam do fim! E digo isto não por causa da presente guerra, mas em razão do presente mundo! Não há necessidade de que nada monstruoso aconteça. Basta que continuemos a usar o tipo de energia que usamos e a chamar de progresso e avanço aquilo que já nos está matando. A bomba é a humanidade! Se não houver uma parada divina no processo estamos a caminho da autodestruição: energia fóssil, poluição, des-construção ambiental, envenenamento de recursos essenciais à vida, destruição de nossa proteção atmosférica, progressão da adaptação e resistência de vírus e bactérias, mudanças climáticas, descongelamento e envenenamento das geleiras polares, experimentos com alteração de DNAs, clonagem humana, desagregação mental, dissolvência psicológica, globalização econômica polarizada, controle hegemônico dos poderes da terra—política, economia, recursos naturais—e o choque civilizatório fundamentalista—tanto o fundamentalismo americano quanto o islâmico—, com certeza nos fazem crer que a bolsa d’água do planeta estourou e nós entramos em dores de parto! A Natureza sempre gemeu, mas nunca gemeu como agora! A presente guerra deveria ser apenas uma magnífico lembrete acerca de nosso catastrófico mundo! Voltando ao apocalipse eu diria que há muito o que se esperar nos próximos anos.

E não há como negar três coisas:

1. A Grande Babilônia é um poder mundial difuso. Portanto, é um sistema global.

2. As forças do Eufrates são um poder mundial antitético à Grande Babilônia em todos os sentidos, inclusive em sua não difusabilidade; ou seja: em sua pontualidade geográfica.

3. Israel sempre terá parte inconfundível em qualquer que seja o processo. Com isto desejo deixar algo para pensar e refletir: Os anti-cristos saem do meio de nós, disse João. Por que o Anti-Cristo também não? Minha opinião é que o Anti-Cristo será “cristão”. Nada seria mais anti-Cristo.

Mas isto é apenas a conjectura de um ser que não tem compromisso com profecias pessoais. Manifesto aqui tão somente meu sentir das coisas. Sempre pedindo a Deus para estar enganado. Isto porque gosto da Terra e amo a natureza. Também não desejo ser filho de uma geração armagedônica. Gostaria que meus netos pudessem conhecer os encantos deste planeta. Amo comer tambaqui, tucunaré e beber açaí. Mas o que fazer? Alguma geração terá que ver aquilo que Jesus disse que viria.

Espero, todavia, que se eu fizer parte dela, meus olhos possam então ver o que todo olho verá: Os céus se abrirem e o Filho do Homem com os anjos de seu poder, em poder e grande glória.

Maranata! Vem Jesus!

Caio

1 comentário

As transgressões do céu


Para os demais evangelistas João aparece no deserto, adulto e com uma missão, como que do nada. É apenas Lucas – este mesmo Lucas de Atos – que oferece ao homem adulto uma história de origem e portanto uma premonição.

João é filho de um sacerdote, Zacarias, e de sua esposa Isabel, ambos avançados em idade e sem filhos, como Abraão e Sara; seu nascimento é anunciado por um anjo, como o de Ismael, como o de Sansão, como o de Jesus.

Sobre menino o anjo explica que “muitos se alegrarão com o seu nascimento”, porque ele será “cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe, e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, o Deus deles”. Sua posturá servirá para cumprir a última profecia proferida no Antigo Testamento (Malaquias 5:6), pela qual Deus promete finalmente “converter os corações dos pais aos filhos”, isso (descobrimos agora) a fim de “providenciar um povo preparado para o Senhor”. Zacarias, ele mesmo cheio da lucidez do Espírito Santo, enxerga que seu filho “será chamado profeta do Altíssimo, pois irá adiante do Senhor, preparando o caminho para ele”, porque, graças à misericórdia de Deus, “a aurora virá lá do alto nos visitar”.

Esse menino, sobre o qual descerá pela última vez a Palavra do Senhor, salta “de alegria” ainda no ventre de sua mãe ao pressentir na saudação de Maria a estarrecedora proximidade do reino.

Essa tensão entre o antigo e o novo, entre o que foi prometido e o que virá, entre as velhas profecias e a nova luz, marcará a posição e o papel de João no Novo Testamento. Para Lucas, ainda mais do que para os demais evangelistas, João é a divisa simbólica entre dois mundos, representando ao mesmo tempo ponte de ligação e muralha de separação entre a Lei e as boas novas.

Leia o resto deste post »

Deixe um comentário

O declínio da cristandade e o fim da história


Nos últimos 50 anos muita coisa tem mudado no mundo ocidental. Toda sorte de reviravoltas sociais, políticas, econômicas, demográficas e filosóficas tem ocorrido, e como resultado a igreja se vê numa situação nova e pouco familiar. Nesse novo cenário a posição da igreja é de crescente marginalidade, tendo deixado de exercer o poder e a influência que já teve sobre a sociedade ocidental. Não só está a cada dia mais debilitada; a igreja está também cada vez menos interessante para o mundo ocidental. Impotência crescente alia-se a crescente irrelevância.

O teólogo alemão Karl Rahner reconheceu esse cenário de transição muito antes do que muitos na América do Norte. Rahner entendeu que o cristianismo tradicional socialmente constituído logo subsistiria como mero resquício do que era. Isso não é resultado de algum ato divino, tampouco a influência de alguma força sinistra (ou do declínio de conversões genuínas). Ao contrário, é o resultado natural do desaparecimento das pré-condições que produziram essa manifestação particular de fé e de cristianismo. Porque, afirma Rahner, “o antigo caráter homogeneamente cristão da sociedade era o resultado de e elemento constitutivo da unidade e da homogeneidade da sociedade secular como um todo”. A sociedade mudou, e a igreja também vai mudar. As coisas deixarão de existir como existiam antes.

Leia o resto deste post »

Deixe um comentário

Minha deusa


Todo mundo sabe que sou ateu. Recebi a graça de NÃO crer. Adoro ser ateu e viver sem o peso de um deus a me assombrar, vigiar e julgar. Sem entidades metafísicas a quem dever satisfações, e sem nenhuma expectativa a respeito do vasto infinito, portanto. Mas respeito quem acredita e, sinceramente, não meço ou julgo as pessoas pelo fato de elas acreditarem ou não em Deus. Isso não tem a menor importância pra mim. Não mesmo. Até porque, na minha experiência e observação, concluí que o que se chama de “deus” varia muito de pessoa para pessoa.

Há os que crêem no Deus bíblico (com D maiúsculo), cheio de dogmas, senões e restrições (o bom e velho “senhor de barbas”, magnânimo, mas inegavelmente autoritário, paternal e meio ranzinza). Há os que crêem numa “energia” cósmica, um princípio organizador e amoral que perpassa tudo (o deus – com d minúsculo – dos budistas, taoistas, Fritoj Capra e simpatizantes). Há os que crêem simplesmente em “alguma coisa”, e argumentam “não é possível que a vida se resuma a nascer, procriar e morrer, deve haver algo superior, um sentido para tudo isso”. No geral, as pessoas têm uma ideia muito vaga daquilo que elas acreditam ser “deus”.

Pois bem, ontem de manhã, na minha corrida matinal pela praia de Ipanema, divaguei sobre o que seria – para mim! – uma imagem de um deus, levando-se em conta apenas os sinais visíveis e perceptíveis por Ele emitidos (pelo menos os que Eu – na minha infinitaaaaaa ignorância – consigo captar). Para começo de conversa, meu deus seria Ela. Óbvio. Deus nos emite todos os sinais possíveis de que ele, se tiver um sexo, é o feminino. As mulheres são mais bonitas, compreensivas, doces e intuitivas que os homens. São mais bem adaptadas à natureza e vivem mais. Superioras mesmo. De que outra maneira aceitar que elas é que foram incumbidas de carregar os bebês na barriga?

Além de mulher, meu deus com certeza é uma esportista. Uma malhadora, provavelmente uma praticante de triatlo, por exemplo. Ou uma jogadora de vôlei de praia. Basta ler as revistas semanais (mesmo as “sérias”) para comprovar que a prática de esportes e exercícios prolonga a vida e nos aproxima daquilo que chamamos “viver bem”. Ora, o que de melhor pode um deus (ou uma deusa) nos oferecer do que “viver bem”? Passar por essa montanha-russa de sofrimentos e alegrias que é a vida, com uma sensação de que podemos fumar um cigarrinho no fim de tudo e comentar com um compadre ao lado: “Valeu a pena”. Pode se exigir mais de um deus? Minha deusa é uma atleta.

Pelo que se vê, deus (a minha Deusa) não está muito preocupada com questões morais e éticas. Ele (ela) não faz muita questão de punir ladrões, salafrários e políticos corruptos. Se não fosse a nossa limitada e precária lei humana, a maioria desses velhacos sobreviveria sem maiores problemas até a velhice, certo? Então minha deusa é uma atleta descompromissada e meio omissa. E pra finalizar, claro, negra. Se Deusa não fosse negra, por que incumbiria Miles Davies, Jimi Hendrix e Stevie Wonder de produzir música tão sublime? E Pelé de jogar um futebol tão divino?

Talvez minha Deusa seja mesmo um pouco surda – como Beethoven – e cega – como Ray Charles – pra não ter de ouvir e ler tanta besteira que se diz e se escreve sobre ela. Isso, a imagem do meu deus é uma atleta negra descompromissada e meio omissa, um pouco surda e cega, razão pela qual usa um par de óculos escuros Ray-Ban e headphones que conectam por um fio seus ouvidos a um iPod (em que, naturalmente, ela ouve Kind Of Blue, do Miles Davis). E de repente, quando menos espero, minha deusa passa em carne e osso correndo pela ciclovia de Ipanema. Sou mesmo um iluminado.

Por Tony Bellotto

Fonte: Veja

Pavablog

 

Deixe um comentário

A ESCOLHA DE SOFIA – Dilma ou Serra?


“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.” (Arnold Toynbee)

“A escolha de Sofia” é a história que acontece no campo de concentração nazista de Auschwitz, vivida por uma mãe judia, que é forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha – qual seria executado e qual seria poupado.

Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele.

A questão é tão terrível que o título se converteu em sinônimo de “decisão quase impossível de ser tomada”.

O artigo a seguir foi escrito no final de 2009, pelo economista

Rodrigo Constantino – autor de 5 livros.

Ele assina a coluna “Eu e Investimentos”, do jornal Valor Econômico; também é colunista do jornal O Globo; além de ser Membro-fundador do Instituto Millenium; e vencedor do prêmio Libertas em 2009, no XII Fórum da Liberdade.

Seu curriculum vai muito além do que está listado acima, é extenso e respeitável. Segue seu artigo:

” Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia.”

Leia o resto deste post »

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: