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Os aloprados do Vaticano


Primeiro, o Vaticano mandou dizer que as palavras do frei Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, que teve o desplante de comparar o noticiário sobre a pedofilia na Igreja Católica ao antissemitismo, não traduziam o ponto de vista da Santa Sé.

Agora, o Vaticano tenta se distanciar das palavras do cardeal Tarcisio Bertone, seu secretário de Estado, que ligou o escândalo de pedofilia na Igreja à “patologia” do homossexualismo. Um porta-voz informou que “autoridades da Igreja não têm competência para fazer declarações sobre questões médicas ou psicológicas”.

São tantos os tiros no pé que é o caso de perguntar se há no Vaticano algo como o “bando de aloprados”, como foram chamados os petistas que queriam “ajudar”  a candidatura de Lula em 2006. Os seguidos desmentidos de declarações de gente importante na hierarquia da Igreja mostram um descontrole que não combina com a noção de rigidez monárquica que emana dos corredores da Santa Sé sob Bento XVI.

Fonte Blog Estadão

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Vinde a eles as criancinhas?


As sucessivas denúncias de pedofilia e abuso sexual cometidos por sacerdotes e acobertados por bispos e cardeais envergonham a Igreja Católica e abalam a fé de inúmeros fiéis.

No caso da Irlanda, onde mais de 2 mil crianças entregues aos cuidados de internatos religiosos foram vítimas da prática criminosa de assédio sexual, o papa Bento XVI divulgou documento em que pede perdão em nome da Igreja, repudia como abominável o que ocorreu e exige indenização às vítimas.

Faltou ao pontífice determinar punições da Igreja aos culpados, ainda que tenha consentido em submetê-los às leis civis. O clamor das vítimas e de suas famílias exige que a Santa Sé aja com rigor: suspensão imediata do ministério sacerdotal, afastamento das atividades pastorais e sujeição às leis civis que punem tais práticas hediondas.

A crescente laicização da sociedade europeia reduz drasticamente o número de fiéis católicos e a freqüência à igreja. O catolicismo europeu, atrelado a uma espiritualidade moralista e a uma teologia acadêmica, afastado do mundo dos pobres e imbuído de um saudosismo ultramontano que o faz ignorar o Concilio Vaticano II, perde sempre mais o entusiasmo evangélico e a ousadia profética.

Dominado por movimentos fundamentalistas que cultivam a fé em Jesus, mas não a fé de Jesus, o catolicismo europeu cheira a heresia ao incensar a papolatria e encarar o mundo não mais como vale de lágrimas e sim como refém de um relativismo que corrói as noções de autoridade, pecado e culpa.

Ao olvidar a dimensão social do pecado, como a injustiça, a opressão, o latifúndio improdutivo ou a apologia da desigualdade, o catolicismo liberal centrou sua pregação na obsessão sexual. Como se Deus tivesse incorrido em erro ao tornar a sexualidade prazerosa.

Como o Espírito Santo se vale de vias transversas para renovar a Igreja, tomara que as denúncias de pedofilia eclesiástica sirvam para pôr fim ao celibato obrigatório do clero diocesano, permitir a ordenação sacerdotal de homens e mulheres casados e ultrapassar o princípio doutrinário, ainda vigente, de que, no matrimônio, as relações sexuais são admissíveis apenas quando visam à procriação.

Ora, tivesse Deus de acordo com tal princípio, não teria feito do gênero humano uma exceção na espécie animal e, portanto, destituiria o homem e a mulher da capacidade de amar e expressar o amor por meio de carícias e incutiria neles o cio próprio dos períodos procriatórios dos bichos, o que os faz se acasalar.

Jesus foi celibatário, mas é uma falácia deduzir que pretendeu impor sua opção aos apóstolos. Tanto que, segundo o evangelho de Marcos, curou a sogra de Pedro (1, 29-31). Ora, se tinha sogra, Pedro tinha mulher. E ainda foi escolhido como primeiro cabeça da Igreja.

Os evangelhos citam as mulheres que integravam o grupo de discípulos de Jesus: Suzana, Joana etc. (Lucas 8, 1-3). E deixam claro que a primeira pessoa a anunciar Jesus como Deus entre nós foi uma apóstola, a samaritana (João 4, 39).

Nos seminários e casas de formação do clero e de religiosos é preciso avaliar se o que se pretende é formar padres ou cristãos, uma casta sacerdotal ou evangelizadores, pessoas submissas ao figurino romano ou homens e mulheres dotados de profunda espiritualidade evangélica, afeitos à vida de oração e comprometidos com os direitos dos pobres.

No tempo de Jesus, as crianças eram desprezadas por sua ignorância e repudiadas pelos mestres espirituais. Jesus agiu na contramão dos preceitos vigentes ao permitir que as crianças dele se aproximassem e ao citá-las como exemplo de fidelidade a Deus. Porém, deixou claro que seria preferível amarrar uma pedra no pescoço e se atirar na água do que escandalizar uma delas (Marcos 9, 42).

As sequelas psíquicas e espirituais daqueles que confiaram em sacerdotes tarados são indeléveis e de alto custo no tratamento terapêutico prolongado. As vítimas fazem muito bem ao exigir indenização. Resta à Igreja punir os culpados e cuidar para que tais aberrações não se repitam.

Frei Betto, no Estado de Minas

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Basílica é pichada na Itália com dizeres contra o catolicismo


Dizeres contra o catolicismo e denunciando os escândalos de pedofilia no clero foram pichados na fachada da Basílica de Sant’Eutizio que fica num convento, em Soriano nel Cimino, perto de Viterbo, norte de Roma, comprovou uma fotógrafa da AFP.

Frases como “Pedófilos na prisão”, “Igreja=Máfia=Estado”, foram escritas em letras garrafais vermelhas.

No convento de Sant’Eutizio, edificado sobre catacumbas paleocristãs pelo fundador da Ordem dos irmãos “passionisti”, San Paolo della Croce, vivem vários monges.

Os carabineiros abriram investigação para tentar encontrar os autores do ato de vandalismo.

Terra

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Escândalo da Igreja (3)


Um advogado americano apresentou a um tribunal do Kentucky um pedido de convocação para que o papa Bento XVI testemunhe no julgamento de padres pedófilos nos Estados Unidos. Com o pedido, o advogado William McMurry quer que o papa esclareça que informação tinha o Vaticano sobre os abusos sexuais praticados por integrantes do clero em vários países.

O texto afirma que o então cardeal Josef Ratzinger – hoje Bento XVI – tinha conhecimento da existência de padres pedófilos nos Estados Unidos, mas “desencorajou ações judiciais contra os clérigos suspeitos e promoveu o segredo para proteger a reputação da Igreja” durante os 24 anos em que presidiu a Congregação da Doutrina da Fé (1981-2005).

“Esta organização era responsável por analisar as queixas dos bispos americanos sobre vários padres pedófilos, em numerosas dioceses”, disse McMurry à agência de notícias France Presse.

Denúncia – O pedido de convocação do papa garante que os casos revelados pelo jornal New York Times, na semana passada, ligam, sem dúvida, o atual chefe da Igreja Católica aos padres envolvidos no escândalo. “Estes documentos estabelecem diretamente o envolvimento do papa Bento XVI na decisão da Santa Sé de cobrir com um manto de silêncio os casos de abuso sexual praticados por padres nos Estados Unidos.”

(Com agência France-Presse)

Quando vão entender que o papa, apóstolo, guru, não estão acima de um primata. Portanto, são responsáveis por seus crimes e devem se submeter a justiça e a legislação de qualquer país. O papa também solta pummm…

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Escandâlo da Igreja (2)


A presidente da Suíça, Doris Leuthard, pediu, neste domingo, a criação de um registro nacional com o nome de padres acusados de abuso sexual de crianças.

Em uma entrevista ao jornal suíço Le Matin, Leuthard defendeu que esses religiosos sejam impedidos de ter qualquer tipo de contato com menores de idade e que sejam indiciados e julgados de acordo com a lei criminal do país.

“Isso, aliás, é importante para todos os pedófilos, sejam eles padres, professores ou pessoas que, de uma maneira ou de outra, lidem com crianças”, afirmou. “Não faz nenhuma diferença que os autores (dos possíveis crimes) sejam laicos ou religiosos. Todos estão submetidos ao Código Penal suíço.”

A Suíça é um dos países que recentemente registraram uma série de escândalos de abuso sexual infantil envolvendo clérigos da Igreja Católica.

Denúncias

Há algumas semanas, o abade Martin Werlen, membro de uma comissão da Congregação de Bispos da Suíça que investiga denúncias de abuso sexual disse, em entrevista, que cerca de 60 pessoas recentemente fizeram acusações sobre casos que teriam ocorrido nos últimos 15 anos.

“O abuso sexual de crianças ou de jovens é chocante. Ele provoca nas vítimas uma dor imensurável”, disse Leuthard.

“É particularmente abjeto que padres, professores e outras pessoas que lidam com crianças abusem de sua posição e da confiança depositada neles para agredir sexualmente esses menores.”

A presidente defendeu a criação de espaços para acolher as vítimas e disse que as denúncias devem ser tratadas firmemente.

“Aqui a Igreja deverá assumir sua parcela de responsabilidade”, afirmou.

As declarações da líder suíça vêm à tona quando a Igreja e o papa Bento 16 estão sendo pressionados diante de acusações de abuso sexual por padres em vários países e de um possível acobertamento por parte dos líderes católicos.

Clique Leia mais: Papa não vai renunciar, diz cardeal britânico

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Escândalo na Igreja (1)


A Igreja Católica voltou a ser alvo de escândalos de pedofilia envolvendo padres.

O mais recente foi divulgado pelo jornal The New York Times, que afirmou que o hoje papa Bento 16 – à época cardeal Ratzinger – ignorou as denúncias contra um religioso americano que molestou cerca de 200 garotos ao longo de 24 anos em uma escola para surdos no Estado de Wisconsin.

Leia também: Vaticano ignorou caso de padre que molestou mais de 200, diz jornal

A denúncia foi mais um golpe para o Vaticano, que se vê em meio a escândalos cometidos por sacerdotes. Os fatos indicam que por décadas as mais altas autoridades eclesiásticas optaram por deixar impunes tais delitos.

O papa Bento 16 pediu desculpas às vítimas de abuso por parte de religiosos irlandeses, mas muitos consideraram insuficiente o gesto. Se quiser dar um exemplo de transparência, Bento 16 poderia ser forçado a abrir arquivos secretos da Santa Sé, segundo um vaticanista.

Leia também: Escândalos podem forçar papa a abrir arquivos secretos, diz vaticanista

Na sua opinião, o que a Igreja deveria fazer? Que providências deveria tomar?

E que consequências a decisão de revelar ou continuar ocultando os escândalos pode ter nos fiéis e em sua fé católica?

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