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Culpa e Graça – Paul Tournier


Primeira Parte –  Dimensão Da Culpa

1. INFERIORIDADE E CULPA
Este livro segue-se a Bible et Médecine, que publiquei em 1951. Com
efeito, estes dois livros foram escritos depois de alguns estudos que apresentei
nas “Semanas Médicas” em Bossey. No caso de Bible et Médecine agrupei
diversos assuntos tratados ao longo de muitos anos; o presente livro, porém,
relaciona-se inteiramente com os estudos feitos em Bossey, no ano de 1957.
A reunião era consagrada ao problema da culpa e seu papel na medicina.
Propusera-me a pesquisar diariamente, nas Escrituras, material apropriado para
guiar os nossos debates.

O leitor não encontrará neste livro uma prestação de contas do encontro
em Bossey, pois está faltando o principal: os trabalhos clínicos. Para os
médicos, o importante é a observação dos pacientes. Foi a observação dos
pacientes que nos orientou inteiramente nesta medicina integral, quer dizer,
uma medicina que leva em consideração todos os fatores que entram em jogo
em uma doença e na sua cura.

O sentimento de culpa é um desses fatores, e não é dos menores. Basta
lembrar um caso muito simples: a insônia devido ao remorso. Pode-se e devese
curar tal problema com a prescrição de um sonífero. Mas restringir-se a isso
será praticar uma medicina muito superficial. Um médico consciencioso
procura sempre atacar a causa da doença e não somente atenuar os sintomas
aparentes.

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Livro que acusa Freud de charlatanismo causa polêmica na França


O novo livro sobre Freud compara a psicanálise a uma religião

Um novo livro que acusa o pai da psicanálise, Sigmund Freud, de ser mentiroso, fracassado e defensor de regimes totalitários está criando polêmica na França.

De acordo com o filósofo francês Michel Onfray, autor de Le Crépuscule d’une idole, l’affabulation freudienne (O Crepúsculo de um Ídolo, a Fábula Freudiana), a psicanálise é comparável a uma religião e sua capacidade de curar as pessoas é semelhante a da homeopatia.

O livro começou a ser vendido nesta semana nas livrarias francesas, mas já havia começado a gerar controvérsia antes mesmo de sua publicação. Psicanalistas acusam Onfray de cometer erros e ignorar fatos para defender a sua tese.

‘Necessidades fisiológicas’

O conhecido filósofo, que escreveu Tratado de Ateologia (publicado também no Brasil), acredita que Freud transformou seus próprios “instintos e necessidades fisiológicas” em uma doutrina com pretensão de ser universal.

Mas, para Onfray, a psicanálise seria “uma disciplina verdadeira e justa no que diz respeito a Freud e ninguém mais”.

Onfray diz que Freud fracassou na cura de pacientes que ele mesmo atendeu, mas ocultou ou alterou suas histórias clínicas para dar a impressão de que o tratamento havia sido bem sucedido.

Ele afirma, por exemplo, que Sergei Konstantinovitch, indicado por Freud como “o homem dos lobos”, continuou fazendo psicanálise mais de meio século depois de ter sido supostamente curado por Freud.

E diz que Bertha Pappenheim, conhecida como “Anna O.” e apresentada por Freud como um caso em que o tratamento contra histeria e alucinações funcionou, continuou tendo recaídas.

Durante um debate com a psicanalista francesa Julia Kristeva publicado esta semana no jornal francês Le Nouvel Observateur, Onfray rejeitou a noção de que o método de Freud “cura todas as vezes”.

“A psicanálise cura tanto quanto a homeopatia, o magnetismo, a radiestesia, a massagem do arco do pé ou o exorcismo feito por um sacerdote, quanto nenhuma oração diante da Gruta de Lourdes (onde há relatos de que Nossa Senhora teria aparecido)”, afirmou.

“Sabemos que o efeito do placebo constitui 30% da cura de um medicamento”, acrescentou. “Por que a psicanálise escaparia desta lógica?”

Dinheiro, sexo e fascismo

Além de questionar o método de Freud, Onfrey criticou sua personalidade e o apresenta como alguém que foi capaz de cobrar o equivalente ao que seriam hoje US$ 600 por uma sessão, e incapaz de tratar dos pobres.

O filósofo francês diz que acredita que Freud tinha preconceito contra homossexuais e com um interesse especial em temas como abuso sexual, complexo de Édipo e incesto, e que dormia com a cunhada.

Em termos ideológicos, Onfray defende a tese de que Freud flertou com o fascismo e diz que em 1933, ele escreveu uma dedicatória elogiosa para Benito Mussolini: “Com as respeitosas saudações de um veterano que reconhece na pessoa do dirigente um herói da cultura.”

Ele afirma que o criador da psicanálise procurou se alinhar com o chanceler Engelbert Dollfuss, que instaurou o “austrofascismo” no país, e também às exigências do regime nazista.

‘Ódio’

O livro gerou uma onda de troca de acusações e protestos nos círculos intelectuais da França.

A historiadora e psicanalista Elisabeth Roudinesco afirmou em artigo em Le Nouvel Observateur que o novo texto de Onfray está “cheio de erros” e “rumores”.

Roudinesco acusou Onfray de ter tirado as coisas do contexto e afirmou que Freud “de maneira alguma apoiou o fascismo e nunca fez apologia dos regimes autoritários”.

“Quando sabemos que oito milhões de pessoas na França tratam-se com terapias derivadas da psicanálise, está claro que no livro e nas palavras do autor há uma vontade de causar danos”, disse.

Em seu debate com Onfray, Kristeva defendeu a psicanálise como um mecanismo capaz de tratar de problemas como a histeria, o complexo de Édipo ou comportamento anoréxico ou bulímico, entre outros.

“Onfray nos insulta quando diz que a psicanálise não cura”, escreveu o psiquiatra e psicanalista Serge Hefez no semanário Le Point. “O que fazemos todos nós em nossos consultórios, centros de terapia familiar, conjugal, nossos hospitais (…) senão ajudar o sujeito a se converter em ator de sua própria história?”

Hefez disse que “a psicanálise cura, é um tratamento útil e vivo praticado por milhares de terapeutas conscienciosos que conhecem fracassos, sucessos parciais e sucessos.”

Onfray respondeu que várias reações contra seu livro evitam responder seus argumentos centrais e, em um artigo publicado no jornal francês Le Monde, perguntou se era impossível fazer uma leitura crítica de Freud.

“Com este livro, alguns amigos haviam me adiantado o ódio porque me metia com o bolso”, escreveu. “Hoje eu me dou conta do quão certos estavam”.

BBC Brasil

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Deus, Um Delírio: O Debate


Richard Dawkins e John Lennox debatem sobre o famoso livro “Deus, um delírio”.

Vale a pena conferir todos os vídeos Aqui

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Apocalipse! Para ser lido hoje! Caio Fabio


Depois das primeiras visões sobre as Igrejas da Ásia, eu, João, olhei outra vez, e eis que não somente havia um Portal Aberto no Céu, mas também ouvi a Primeira Voz que antes ouvira, no começo das Revelações, e que era como se uma trombeta falasse comigo, dizendo:

Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

Imediatamente, eu me achei em espírito em outro ambiente ou dimensão, e eis que vi, armado no céu, um Trono, e, no Trono, Alguém sentado; e esse Alguém que se acha assentado no Trono, era semelhante, no Seu aspecto, à pedra de jaspe e de sardônio.

[Era como uma aparência mineral indefinida!]

Ao redor do Trono, há um arco-íris que é semelhante a uma pedra de esmeralda.

[Como se o feixe do arco fosse de esmeralda densa, mas que carrega o arco-íris].

À volta do Trono há também vinte e quatro outros tronos, e, assentados neles, Vinte e Quatro Anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Do Trono saem permanentemente relâmpagos, vozes e trovões; e, diante do Trono, ardem Sete Tochas de Fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

Há diante do Trono algo como um Mar de Vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do Trono e à volta do Trono, estão Quatro Seres Viventes, cheios de olhos na frente e nas costas.

O Primeiro Ser Vivente é semelhante a Leão, o Segundo, semelhante a Novilho, o Terceiro tem o rosto como de Homem, e o Quarto Ser Vivente é semelhante à Águia quando está voando.

[Assim era a aparência dos seres viventes!]

E os Quatro Seres Viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando:

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Um só Caminho


“(…)o que Jesus encontrava pelo caminho, ou seja, GENTE!

Gente quase sem problemas. Gente com problemas. Gente com muitos problemas. Gente atolada em problemas. Gente-problema. Gente solucionadora de problemas apesar de serem perseguidos por problemas.

Gente se casando. Gente que chegou descasada e se recasou. Gente que vivia traindo e parou de trair. Gente que ainda trai. Gente que se encara. Gente que mente e nunca se encara. Gente que muda. Gente que ouve, ouve, gosta, mas não muda.

Gente madura. Gente infantil. Gente que entendeu. Gente que está entendendo… Gente que não entendeu nada ainda. Gente que vai lá e supostamente anda conosco por interesses de todas as ordens… Gente que logo vê que é vista em sua dissimulação. Gente que aceita a verdade. Gente que gosta de tudo até que a verdade as moleste.

Enfim, gente é o que somos. Mas, no Caminho, somos gente que prossegue desejosa de encontrar mais da Graça, a fim de aproveitá-la, mesmo que muitas vezes seja dolorido”.

(Extraído de “Um Só Caminho”, de Caio Fábio. Abba Press, 2009)

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Cristianismo Xique N°6


Dica 6: Teologia gringa é melhor (Parte 1)

Uma das marcas de um bom cristão está no conteúdo cultural que ele consome. Você nunca deve achar um filme bom, se neste filme não houver alguma metáfora implícita da crucificação. Às vezes, é suficiente que este filme tenha na trilha sonora algum nome famoso da CCM. Vale Michael W Smith, Amy Grant ou, entre os mais modernos, Switchfoot.

Mas não se engane, o que há de melhor da indústria cultural, o mais refinado da irmandade, está na teologia dos gringos, e não é qualquer gringo: tem que ser americano. A nação estadunidense produz hoje a nata do conhecimento teológico que tanto beneficia a nossa latina nação. E para não errar nos comentários pontuais da escola dominical, aqui vai uma listinha de todos os nomes que você precisa saber pra fazer bonito nas suas colocações:

  • Max Lucado: o mais amado dos escritores cristãos americanos. Foi um grande promotor da guerra americana ao “terror” e apoiador do piedoso presidente George W. Bush nas sensatas decisões do estadista. A literatura deste ícone habita uma fronteira entre a autoajuda e a literatura cristã, sendo que a primeira ideologia predomina. Em seus livros, Lucado explora as metáforas de modo singular: um pedaço de madeira pode representar a vida eterna e um pézinho de coentro a multiforme graça.
  • Benny Hinn (exceção não-americana): pouco se sabe sobre a literatura desse Elias contemporâneo. Contudo, Bom dia Espírito Santo, obra prima, é um livro que será citado nas rodinhas de reuniões caseiras, então é bom tê-lo na ponta da língua. Além de ser muito popular, este título pode ser comprado em qualquer lugar, inclusive nos catálogos da sua revendedora Avon. Este pastor (ou entidade inrotulável) não se limita à atividades literárias, mas exploraremos suas habilidades sobrenaturais em outros comentários desse espaço futuramente.
  • Joyce Mayer: diva da teologia gringa com tudo o que lhe é particular hiperbolizado com bom gosto e brio. Meyer é hoje uma das entidades cristãs mais prolixas: os numerosos lançamentos de livro dessa senhora supera até mesmo a quantidade de posts que aparecem no Pavablog diariamente. De dona de casa frustrada e de pouca beleza, Joyce Meyer tornou-se uma espécie de Paulo Coelho gospel que habita as prateleiras das livrarias cristãs de modo onipresente. Sorte nossa, né? E aguardem: o novo livro dela já está a caminho de nossas santas livrarias da Conde de Sarzedas: Eat the cookie, buy the shoes (Coma o biscotinho, compre os sapatos) está no forno para encher nossos olhos da santa teologia Meyerana.

Continuaremos em breve esta série com grandes nomes da teologia norteamericana contemporânea pra deixar você por dentro das novas tendências evangélicas que assolam presenteiam a mente dos pastores brasileiros.

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Desculpas, mais desculpas e o perdão


Nunca vi tanta gente pedindo desculpas em público como nos últimos tempos. É só abrir o jornal diariamente e se deparar com alguém “arrependido” colocando suas mais profundas desculpas à mídia. Nessa semana, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas ao Congresso dos Estados Unidos pelos 8,5 milhões de veículos que tiveram que passar por recall por falha na fabricação.

Só não se tem notícia se alguém o desculpou. Temos também as desculpas bélicas: a OTAN, através do general Stanley McChrystal, pediu desculpas ao Afeganistão pelo ataque aéreo que dizimou mais de 20 pessoas (terceiro ataque com vítimas civis só nesse mês). Claro que o pedido de perdão foi de uma sinceridade contagiante…

Não podemos esquecer também das desculpas preconceituosas: o jornal dinamarquês Politiken pediu desculpas aos mulçumanos pelas caricaturas de Maomé publicadas em 2008 (lembrando: o pedido só aconteceu porque foi negociado). Sem falar na desculpa esportiva-conjugal do ano (e olha que este mal começou): o golfista Tiger Woods pediu desculpas aos fãs, família e amigos pelos anos de esbórnia sexual, como se alguém além dele e a esposa tivesse alguma coisa a ver com isso. A cena foi uma das coisas mais fakes que já vi. Woods quase tossiu, quase chorou, quase convenceu…

Na área desportiva tem mais. A equipe canadense feminina de hóquei sobre o gelo pediu desculpas às jogadoras dos EUA pela comemoração exagerada após a vitória que deu ao time do Canadá a medalha de ouro nas Olimpíadas de Vancouver. Engraçado é que dentro de campo quase se matam, num dos esportes mais violentos das Olimpíadas. Claro, temos também que lembrar das desculpas religiosas: a igreja alemã pediu desculpa às vítimas dos abusos sexuais praticados nas instituições católicas do país. “O abuso sexual contra um menor é sempre um crime horrendo. Quero juntar-me à afirmação do papa Bento XVI, e pedir perdão a todos aqueles que foram vítimas de tais crimes”, disse Robert Zollitsch, presidente da conferência episcopal alemã. Valeu Bob, mas pedofilia, como você diz, é crime, os autores estão presos?

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