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ARTIFICIALIDADES TRANSFORMADAS EM NATUREZA HUMANA!


Jesus disse que pouco é necessário, que mesmo a uma só coisa a vida pode ser reduzida em sua simplicidade sem que nada dela seja essencialmente supresso.

Tal declaração, entretanto, nos soa apenas poética. Sim, coisa de Deus ou de maluco!

Isto porque para nós há um mínimo necessário e sem cuja presença [de tais coisas] em nossas existências tudo parece estar faltando. A cada dia falta mais e se precisa de mais…

Todavia, nem sempre foi assim, e, ainda hoje, para muitos povos, não é assim. Nós, no entanto, mesmo ao sabermos e vermos acerca de tais pessoas, povos ou comunidades, para não nos perguntarmos sobre o real significado do que seja a verdadeira necessidade do existir e do ter na existência, sentimos pena de tais grupos ou indivíduos, e, como ressignificação da nossa humanidade, decidimos que eles precisariam ter tudo o que temos para que fossem pessoas felizes.

Naturalmente, o homem precisa comer, precisa beber, precisa ter algo sobre a cabeça, precisa vestir algo, e, sobretudo, precisa interagir!…

Assim existiu a humanidade por milênios. Desse modo chegamos todos nós até aqui… Isto porque o conceito de pobreza vinha do quase nada ter, ou do risco diário da fome. Já a miséria era não ter acesso a nada mesmo. E, quando digo “nada” […] refiro-me apenas às coisas acima ditas como essenciais às milhares de gerações que nos precederam na história humana.

Sim, pouco é necessário […]; e, para Jesus, no fim de tudo, apenas uma só coisa não poderia faltar!

O pouco necessário já vimos o que era pelo exemplo das gerações que nos precederam no tempo. Já esta “uma só coisa” a que Jesus fez referencia tem a ver com “a Palavra que sai da boca de Deus”; a qual não nos impede de morrer de fome e de sede; não nos protege de intempéries, não nos abriga do frio, não nos provê amizades, não nos impede o morrer físico, mas nos garante significado mesmo morrendo…

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AS NORMALIDADES DO MUNDO


Cuidado com as normalidades do mundo…

Sim, pois no mundo a vida é um morrer de descuido e de descaso…

Portanto, seguir a normalidade da vida segundo o mundo, de fato é entregar-se ao fluxo dos que vão na avalanche pensando que o abismo não chegará nunca…

A normalidade do mundo é doença segundo Deus…

Tal é a normalidade do mundo que pelo voto se pode escolher Barrabás…

No mundo um homem que salve uma vida em situação de por a sua própria em risco, é um herói; enquanto aqueles que vivem todos os dias salvando vidas, são apenas pessoas que fazem isso…

No mundo…, poder é domínio sobre outros…

No Evangelho…, poder, antes de tudo, é controlar a si mesmo.

No mundo a inveja faz os homens quererem crescer segundo o mundo…

No Evangelho, por exemplo, o que move um homem na vida deve sempre ser o amor que a ninguém inveja, e que é contente em ser quem é…

O mundo diz que o Grande é o quantificável…

O Evangelho diz que o quantificável é nada, pois o que É não é mensurável…

O mundo diz que odeia o ódio, mas odeia sempre com mais ódio ainda aqueles sobre os quais são impostas as certezas de “eles” serem os promotores do ódio…

No mundo quem não aceita um desafio é covarde…

No Evangelho aquele que aceita um desafio é tolo…

O homem do Evangelho nunca deve aceitar desafios de outros, mas apenas andar segundo sua própria superação em amor sábio.

Entretanto, no mundo é normal dar segundo se recebeu…

A toda ação corresponde uma reação equivalente, advoga o mundo, seguindo como sabedoria para a vida a Lei da Gravidade e das forças das pedras e dos projéteis…

No Evangelho… à cada ação que incida sobre nós, deve haver uma ponderação…; e, então, depois, a escolha do curso de caminho que seja o nosso próprio caminho, e não um andar tangido pelo pastoreio dos impositores de caminhos e veredas desviados…

Na normalidade anestesiada do mundo, todo sucesso é prisão e mais escravidão ainda ao sucesso como deus…

No Evangelho todo verdadeiro sucesso liberta a pessoa da escravidão do sucesso segundo o mundo.

O mundo do qual falo é apenas um: esse feito de ideologias, grifes, objetivos e cronogramas de alcance de alvos bem materiais e terrenos… Sim, o mundo do qual falo é esse ente sem dono humano aparente, mas que controla todas as nossas decisões, dando-nos a ilusão de livre arbítrio…

Ora, nesse mundo pode-se odiar quem nos odeia; pode-se antipatizar gratuitamente; pode-se tudo o que se pode…; exceto matar… [exceto nas exceções convencionadas] ou roubar [a menos que se evite ser “pego”].

No mundo é normal ser aflito, angustiado, preocupado, desejoso, insatisfeito, sempre em busca de algo, sempre se medindo por outros, sempre na Maratona das Comparações…

No mundo o normal é consumir…

Portanto, tome cuidado; pois ser normal segundo o mundo é fazer-se louco diante de Deus e da vida que é.

Não esqueça nunca que a única normalidade já vista em um homem está no Filho do Homem.

Pense nisso!

 

Caio

 

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PARA QUEM GOSTA DO QUE É SIMPLES!


Não se preocupe com Deus. Ele cuida de Si mesmo. Ele se defende. Ele é maior de idade.

Não se angustie por Deus. Ele não se transtorna e nem se abala.

Não defenda Deus. Se Ele não defender a Si mesmo, por que haverá você de fazê-lo? Você tem melhores argumentos?

Não se aflija em fazer Deus compreensível. Isto não é possível. Ele revela a Si mesmo ou nada é discernido.

Fale de Deus como Ele fala de Si mesmo.

Fale de Jesus como Jesus falou de Si mesmo.

Fale do Evangelho como ele fala em si mesmo.

Nunca discurse Deus. É obra de artífice de ídolos de linguagem.

Nunca filosofe Deus. É a louca-loucura dos sábios, que é a maior insensatez para Deus.

Nunca doutrine sobre Deus. É melhor oferecer bula de remédio a um doente analfabeto.

Confie sempre na verdade. Ela é invencível.

Confie sempre no amor. Ele é de Deus; pois Deus é amor.

Confie sempre que a paz é a melhor arma e a melhor defesa.

Creia simples e tudo será maravilhoso.

Creia complexo e você jamais terá alegria.

Creia, apenas creia, e tudo passará a ser possível.

Mas, sobretudo, seja sincero com Deus e com você mesmo, pois, sem isso, nada acima é verdade.

Nele,

Caio

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Não acredito


Não acredito em respostas prontas estereotipadas e definitivas, mas em ser apenas um aprendiz, aprendendo sempre, num processo sem fim de aprender, desaprender e reaprender.

Não acredito em estratégias, modelos ou planos religiosos definidos e reproduzíveis, mas nas surpresas do dia-a-dia vivido na presença de Deus, no convívio familiar e comunitário.

Não acredito em projetos ministeriais importados e apostilados, mas no serviço simples, contínuo e discreto em favor dos pobres.

Não acredito em técnicas de evangelização, mas sim em pregar o Evangelho o tempo todo com a vida e, quando necessário, usar palavras.

Não acredito no barulho e na agitação, mas sim no recolhimento e no silêncio.

Não acredito em busca de poder religioso que alimente ambições pessoais, mas sim no poder que se aperfeiçoa nas minhas fraquezas.

Não acredito no que acontece sob os holofotes e é propagandeado, mas no imperceptível, no pequeno, no gesto simples do quotidiano.

Não acredito em lideranças personalistas, mas em servos anônimos que refletem a vida e o caráter de Cristo.

Não acredito num Evangelho explicativo, argumentativo, teórico, mas no Evangelho que me coloca em relação afetiva com Deus, comigo mesmo e com meu próximo.

Não acredito na linguagem da motivação e da auto-ajuda, mas na linguagem da intimidade que encontra espaço para afetividade e confidências.

Não acredito na teologia da prosperidade, mas numa teologia que gere quebrantamento, humildade, simplicidade e serviço desinteressado.

Não acredito em crentes bonzinhos e certinhos, mas em gente real que erra e se arrepende e não tem vergonha de se apresentar como pecador remido pelo sangue do Cordeiro.

Não acredito em oração que busca conforto pessoal, mas em oração que clama por santidade pessoal e engajamento por um mundo mais justo.

Não acredito em oração gritada em público com o intuito de chamar atenção sobre si, mas na oração no secreto onde ninguém vê e ninguém sabe.

Não acredito em testemunhos, livros e conversas de pessoas vitoriosas em tudo e que nunca erram, mas em pessoas reais que se alegram e se entristecem, têm virtudes e têm defeitos.

Não acredito em práticas religiosas produzidas pela mente humana, mas naquelas que são fruto de uma intimidade com Deus.

Não acredito em igrejas de classe média voltadas para si mesmas e sem visão social, mas naquelas cujos recursos humanos e financeiros são disponibilizados para missões e para os pobres.

Não acredito que o marketing trará o Reino de Deus entre nós, mas em ações concretas na busca da justiça e da paz nas nossas cidades.

Não acredito em profecia que gera crentes infantilizados dependentes do profeta, mas em profecia que anuncia o juízo, gera quebrantamento e dependência de Deus.

Não acredito nos abraços e nos “eu te amo, meu irmão” instantâneos induzidos por pregadores, mas em abraços e amizades pessoais vividas no quotidiano ao longo da vida.

Não acredito que adoração se resume ao “louvorzão” do domingo dirigido por levitas, mas que glorificar a Deus é um estilo de vida de doação e santidade.

Não acredito em alguém que diz que ama a Deus e não tem amigos, mas naqueles cujos vínculos, afetos e amizades evidenciam que de fato são discípulos de Cristo.

Não acredito em discipulado que é mera doutrinação de conceitos e informações corretas, mas no discipulado que gera metanóia, arrependimento, mudança interior que se reflete nos gestos e atitudes do dia-a-dia.

Não acredito que o crescimento espiritual é linear e sempre progressivo, mas que é sujeito a recaídas, crises, dúvidas, um processo contínuo de aprender, desaprender e reaprender.

Assim, não acredito que cheguei lá, que já tenho todas as respostas. Deus me dá graça e coragem para continuar nesta jornada sem volta, me distanciando cada vez mais da minha natureza caída em direção à perfeita estatura da varonilidade de Cristo. E quanto mais avanço, mais longe estou do meu ponto de partida – meu eu caído, mas também de onde quero chegar: me assemelhar a Cristo.

Osmar Ludovico

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E a morte já era…


E A MORTE JÁ ERA…

A morte morreu, a maioria de nós é que não sabe apenas porque não crê.

Morreu de Cruz. Morreu de Luz. Morreu de Amor.

Morreu de septicemia de Vida.

Morreu quando o 1º e único Verdadeiro a encarou.

Morreu pelo poder de amar mais a vida do que a morte.

Morreu porque o único humano que amou mais a Vida do que a Morte foi Aquele que por amor ao mundo morreu pela causa da Vida Eterna.

Morreu quando houve Ressurreição.

Morreu quando houve libertação do Cativeiro quando Ele subiu e concedeu dons aos homens.

Morreu porque sua ilusão foi desmascarada.

Morreu porque só matava a quem a via — todos a viam.

Matava só enquanto se não morria…

Matava porque fazia da vida a própria morte.

Matava porque se tornara patroa dos homens.

Matava porque os homens trabalhavam [e trabalham] para ela.

Matava [e mata] dando aos clamores dos homens a ela, o seu salário: a morte.

Matava porque morte se paga com morte.

Matava…

Mata a quem crê que ela ainda mata.

Mas não mata nunca mais a quem morreu, ressuscitou, ascendeu, se assentou, e está em Cristo Jesus nos lugares celestiais.

Quando Ele subiu da morte aos céus pela Ressurreição, com Ele fui levado no cativeiro que Ele fez Seu despojo, e, por isso, passei da morte para vida.

Tudo vem Dele!

Você quer?

Vem e vê!

Nele,

Caio

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Evangelho, pelo filósofo Søren Kierkegaard


Cristo não estava fazendo uma observação histórica quando declarou que o evangelho é pregado aos pobres. A ênfase está nas boas-novas, que as boas-novas são para os pobres. Aqui a palavra “pobres” não quer dizer simplesmente pobreza mas todos que sofrem, são desafortunados, miseráveis, injustiçados, oprimidos, aleijados, coxos, leprosos e endemoninhados. O evangelho é pregado a eles, isto é, as boas-novas são para eles. O evangelho é boas notícias para eles. Que boas notícias? Não é dinheiro, saúde, status, etc. Não, isto não é Cristianismo.

Não, para os pobres o evangelho é boas-novas porque ser desafortunado neste mundo (de uma forma em que a pessoa é abandonada pela simpatia humana, e o apreço mundano pela vida até tenta cruelmente transformar o infortúnio da pessoa em culpa) é um sinal da proximidade de Deus. Foi assim que era originalmente; estas são as boas-novas no Novo Testamento. São pregadas para “os pobres”, e são pregadas para os pobres que se não estivessem sofrendo de outras formas, iriam eventualmente sofrer ao proclamar o evangelho; já que sofrimento é inseparável de seguir a Cristo e de dizer a verdade. Mas logo veio mudança. Quando pregar o evangelho se tornou meio de subsistência, até mesmo profissão de luxo, o evangelho se tornou boas-novas para os ricos e para os poderosos. De que outra forma iria o pregador manter e garantir eminência e dignidade se o cristianismo não garantisse o melhor para todos? O cristianismo, portanto, deixou de ser boas notícias para aqueles que sofrem, uma mensagem de esperança que transforma sofrimento em alegria, mas virou uma garantia de deleite na vida intensificada e garantida pela esperança de eternidade. As boas-novas não beneficiam mais os pobres, essencialmente.

Na verdade, o cristianismo tornou uma extrema injustiça para aqueles que sofrem (embora não estejamos sempre conscientes disto, e certamente não dispostos a admiti-lo). Hoje as boas-novas são pregadas aos ricos, aos poderosos, que descobriram que ele é vantajoso. Voltamos ao mesmo estágio original ao qual o cristianismo queria se opuser! Os ricos e os poderosos não somente acabam ficando com tudo, mas seus sucessos se tornam a marca da sua piedade, o sinal dos seus relacionamentos com Deus. E isto leva à antiga atrocidade de novo, a saber, a idéia que o desafortunado, os pobres são culpados pela sua própria condição; que é assim porque não são piedosos o suficiente, não são cristãos verdadeiros, porque são pobres, enquanto os ricos têm não apenas prazer mas piedade também. E isto dizem ser cristianismo. Compare-o com o Novo Testamento, e vocês verão que isto está o mais longe possível do Novo Testamento.

Via Práxis Cristã

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Anti-Convite de igreja


Tradução:

Nosso convite de igreja

Somos inadequados

Não temos nada a oferecer…

Não sabemos nada…

Somos só um pequeno grupo de pessoas

numa sala pequena tentando descobrir

mais sobre Deus…

Venha ficar confuso conosco…

Fonte PavaBlog

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