Posts Marcados Dilma Rousseff

Rezem para Santa Bárbara e para Nossa Senhora de Forma Geral! O governo sumiu!


Quando escrevi ontem o postNINGUÉM DIZ? ENTÃO EU DIGO: DILMA E CABRAL DÃO SHOW DE INCOMPETÊNCIA NO RIO. OU: IMPRENSA QUE CHORA NÃO PENSA!, sabia o que viria. Eu sou melhor para prever a reação dos petralhas do que é o governo do Rio para prever chuvas. Acusaram-me de várias coisas: de insensível a explorador da tragédia alheia. Eu??? Quem explora a desgraça dos outros? Aquele que aponta a óbvia incompetência do poder público no socorro às vítimas — leia o post abaixo — ou quem transforma o desastre numa espécie de janela de oportunidades para novas mistificações?

Uma semana hoje de caos no Rio, e os repórteres continuam a falar de “áreas inacessíveis”. As famílias enterram seus mortos nos barrentos quintais de suas casas. Ainda não chegou um centavo de dinheiro público às vítimas, e as medidas anunciadas pelos governos são patéticas — algumas delas beirando o escárnio. A imprensa não existe para incensar incompetentes sob o pretexto de que o momento é de união nacional. É também! Mas há um propósito na existência de governos: atender às necessidades dos cidadãos. Não fosse o voluntariado, que faz o que pode, a população da região serrana do Rio estaria reduzida à condição de zumbis da lama.

Dilma Rousseff e Sérgio Cabral tomaram chá de sumiço. Ela continua a flanar no noticiário como a gerentona pudorosa, que não gosta de aparecer — e o governo federal, com efeito, se faz ausente na região da catástrofe. Ele se limita a pedir mais dinheiro e a distribuir broncas por conta das ocupações irregulares, que são, sim!, um problema. Quando se candidatou ao cargo duas vezes, já sabia disso. Deveria ter declinado da tentação: “Ah, com tanta gente morando em área ilegal, não quero ser governador!”. O seu problema, ao menos, estaria resolvido. Mas ele quis. E como!!! E não dispensou os votos de quem mora em área imprópria.

Falando por intermédio de seus muitos intérpretes, a presidente competente, embora quase clandestina, baixou um pacote de medidas. Coube a Aloizio Mercadante, o ministro da Ciência e Tecnologia, anunciar para daqui a quatro anos o pleno funcionamento de um centro de prevenção de catástrofes, com um supercomputador capaz de fazer prognósticos mais precisos sobre a ocorrência de chuvas e coisa e tal. O PT está no nono ano de governo. Mas promete o tal centro para daqui a quatro, depois de 12 no poder! Até Mercadante parecia um pouco constrangido ao tratar do assunto — e olhem que ele não se constrange com facilidade, não é?

Incompetência, sim! O post abaixo deixa isso claro com impressionante clareza. Tenho a impressão de que o tempo vai se esgotando também para certo sotaque que a cobertura jornalística adquiriu nesses dias. A dor já foi dramatizada o que basta. Está chegando a hora de o cidadão-leitor-telespectador-ouvinte se perguntar: “Mas, afinal, o que há de errado com essa gente, que não consegue pôr um mínimo de ordem no trabalho de assistência?”

É uma boa pergunta.

Por Reinaldo Azevedo

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Uma cena escandalosa logo no primeiro dia


Eita que ando ativo pra chuchu nestas minhas férias, não!? E só não posto nada durante o dia porque a conexão 3G não deixa (ver post a respeito). O que posso fazer? Eu sou aquele que estranha jabutis em cima de árvores e, de vez em quando, na estante de Chico Buarque de Holanda. Convido-os a apreciar uma dessas estranhezas. Vejam o filme abaixo, em que o dono da TV Record, o autoproclamado “bispo” Edir Macedo, cumprimenta a presidente Dilma Rousseff na solenidade de posse. Estão com ele o presidente da emissora, Alexandre Raposo; o presidente corporativo, Marcos Pereira, e Douglas Tavolaro, diretor de jornalismo, chamado de “vice-presidente” pela entusiasmadíssima apresentadora, Adriana Araújo.

Dono de emissora de televisão na fila de cumprimentos da presidente da República, no dia da posse, é fato normal, corriqueiro? Não é, não! E um diretor de jornalismo, como é o caso de Douglas Tavolaro, no beija-mão? É coisa da qual a imprensa deva se orgulhar? Bem, é coisa da qual a Record certamente se orgulha, como se nota pelo tom quase apoteótico da narrativa. E convém, então, não confundir a imprensa com a emissora.

O conjunto da obra já seria heterodoxo o bastante não estivesse a cúpula da Record na, atenção!, fila dos dignitários estrangeiros. Não havendo onde enfiar Edir Macedo e seus homens de preto, houveram por bem considerá-lo chefe de estado – além de ser uma autoridade, muito à sua maneira, “eclesiástica”… Essa fila é organizada pelo Itamaraty, que nunca se engana nessas coisas. Macedo cochicha alguma coisa ao ouvido da presidente, que sorri. Um momento realmente lindo e doce da política, do jornalismo e até da diplomacia, que não mereceu o estranhamento dos meus colegas da imprensa. Parece que a missão de perguntar por que os jabutis estão em cima das árvores continua QUASE monopólio deste escriba.

A fila de cumprimentos das autoridades e convidados brasileiros se deu depois da posse dos ministros. Ali estavam os governadores de Estado e outras autoridades. Macedo teve, pois, lugar de honra. Está acima dessa gentalha toda. Isso mostra bem a gratidão de Dilma – e de Lula – à Record e ao teor de chapa-branquismo do jornalismo praticado pela emissora. Em qualquer outro país democrático, algo assim seria inconcebível; se ocorresse, seria um escândalo. Por aqui, parece tão normal quanto declarar que hoje é terça-feira.

Fatores antecedentes e o futuro
Macedo, vocês se lembram, divulgou uma carta em apoio a Dilma durante a campanha eleitoral, quando a opinião da então candidata, favorável à descriminação do aborto, começou a lhe causar problemas. Um apoio certamente de peso. O dito religioso faz em vídeo uma das defesas mais asquerosas do aborto de que tive notícia (aqui). Ali, em meio a apelos de suposta cientificidade, ouvem-se coisas como: “O que é melhor? Um aborto ou uma criança vivendo num lixão?”. Ou ainda: “É preferível abortar do que ter a criança saudável, mas criando problemas para si, mendigando, comendo o pão que o diabo amassou e sendo nociva à sociedade”. São flagrantes da moral e da ética de um homem que, na posse, recebeu distinção que não foi reservada a nenhum outro brasileiro, o que obrigou ao cerimonial a lhe arrumar uma vaga entre as autoridades estrangeiras. Nunca antes na história destepaiz

Tanto a cúpula da Record como o governo sabem por que estavam lá os “homens de Deus”. Esse “espírito crítico” do beija-mão foi empregado pela Record na, por assim dizer, “cobertura jornalística” da campanha eleitoral. No ramo a que se dedicam todas as personagens envolvidas na história, é dando que se recebe. E é claro que não estou me referindo a São Francisco de Assis – não seria eu a misturar um santo com Edir Macedo.

Controle da mídia
Dilma não parece muito entusiasmada com o projeto de Franklin Martins de “controlar a mídia”. Há na proposta do ex-ministro da Supressão da Verdade muito de rancor pessoal, contra a Globo, e a presidente considera que não é o caso de comprar uma briga que não é sua. Há no governo – sim, no novo governo – quem ache que cooptar os cooptáveis é muito mais fácil do que censurar os independentes. Muitos petistas – a começar de José Dirceu! – estão empenhados em criar uma espécie de “imprensa-espelho”, que concorra com a imprensa séria, aquela ainda comprometida com os fatos e com a verdade,  que tem a independência como sua característica principal.

Intramuros, o Palácio considera que já tem no papo, hoje, ao menos três redes de televisão, além da simpatia explícita de uma quarta, uma revista semanal de alguma relevância, vários jornais e um sem-número de emissoras de rádio, cujo apoio foi conquistado com a chamada “pulverização” da verba publicitária oficial. Os comandantes dessas empresas, no entanto, não ousaram comparecer ao beija-mão. Macedo não precisa disfarçar. Ele é aquilo que é.

Aquela súcia que vive cobrando “controle social da mídia” em nome da “independência e da pluralidade” não vai protestar. Afinal, o bando considera que só se é verdadeiramente independente quando se está alinhado com o PT. Quem precisa de Franklin Martins? Há métodos mais eficientes do que o seu leninismo caipira.

Por Reinaldo Azevedo

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A sucessora


Agora que o presidente desceu a rampa, recebi permissão para falar.

Como se sabe, meu cinismo essencial não apenas estende-se à política, mas deve-se em grande parte a ela. Sobre democracia não chego a compartilhar todas a descrenças de Lovecraft, mas endosso sem qualquer dúvida a iluminada desilusão de Tolkien. Como a esta altura também ninguém deve ignorar, não me considero de esquerda, mas pendo periodicamente em direção a ela devido à minha impenitente simpatia para com o cristianismo e sua insensata ênfase distributiva; pela mesma razão, não sou de direita e nem teria como ser.

Meu respeito para com o ideal cristão, no entanto, é grande demais para que eu me contente com a esquerda; como já devo ter dito antes, o problema com o socialismo é ser ao mesmo tempo idealista demais e de menos. Em termos políticos, só me resta afirmar um anarquismo cristão como esboçado no Novo Testamento, que entende a implantação do reino de Deus como o fim de todos os governos: a formidável negação de toda estrutura de poder e de dominação, em todos os níveis, por mais bem-intencionadas que se mostrem. A negação da legitimidade dos poderes, ao contrário do que tememos os fariseus de todas as eras, não é o reinado do caos: é o intransigente reino da liberdade, da ternura e da responsabilidade universais, em que o regime do amor se prova mais severo do que o da justiça. Muito declaradamente, Deus esvaziou-se em Jesus a fim de mostrar que onde não há poderes, há o reino de Deus. Deus é Despoder.

Naturalmente, um regime subversivo dessa natureza só pode ser implantado de baixo para cima. Por definição os anarquistas não devem se organizar, pelo que a do reino, por vocação, é a revolução que não será televisionada.

Enquanto isso os poderes continuam a dançar, e é uma dança de discursos e portanto de polarização. No que diz respeito à recente ascensão da esquerda no Brasil, interessa-me menos a esperança (quem sabe infundada) que despertou em alguns do que o temor que despertou em outros.

Porém o fascínio de Lula é maior do que o da esquerda; sua importância não se esgota na sua lealdade (ou não) ao ideal socialista. Em grande parte, a singularidade desses oito anos reside no espaço negativo que circundou a figura do ex-presidente – na natureza daquele vasto tudo-aquilo-que-não-é-Lula. Faz pouca diferença se você enxerga Luis Inácio da Silva como uma estrela cujo brilho ofuscou todas as outras ou como um buraco negro que arrastou para dentro de si as energias que serviriam para iluminar o mundo. São anos que ficarão marcados menos pelo que Lula fez ou deixou de fazer do que pelo que ele gerou (e deixou de gerar) ao redor de si.

Em primeiro lugar, o duplo mandato de Lula deixou claro que a democracia no Brasil basta para permitir que qualquer um chegue efetivamente ao poder; essa mesma revelação mostrou ser motivo de júbilo para uns e de horror para outros. Nesse sentido, foram oito anos de comunitária nudez, a reação que oferecemos à ascensão e à postura de Lula dizendo sempre mais sobre nós mesmos do que sobre ele.

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Jogo ficou duro para o PT


JOÃO BOSCO RABELLO – O Estado de S.Paulo

O segundo turno trouxe vantagens a José Serra e problemas a Dilma Rousseff, o que explica o abatimento da candidata e o clima de prostração na sua base, conforme admitiu o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Do lado tucano, o resultado abriu a campanha aos políticos liderados pelos vitoriosos no primeiro turno, como Aécio Neves, Aloysio Nunes e Jorge Bornhausen – este apontado como um dos fatores da eleição do governador do DEM Raimundo Colombo, em Santa Catarina, onde Lula pediu ao eleitor que “extirpasse” o partido.

 

O PT luta para levantar o ânimo, mobilizando governadores e estimulando a militância. Mas também já vive o clima de disputa interna com o PMDB que cobra sua exclusão nas decisões de campanha e se vê obrigado a conviver com Ciro Gomes que classificou o partido como “um ajuntamento de assaltantes”, chefiados por Michel Temer, o vice da aliança governista.

O que concentra mais a atenção do PSDB agora não é o debate sobre o aborto ou a conquista de Marina Silva, embora sejam importantes, mas os acordos internos, como o compromisso de Serra de não disputar a reeleição, abrindo caminho para Aécio Neves e Geraldo Alckmin em 2014.

Ambos têm força para dar a vitória a Serra em seus colégios eleitorais nos índices idealizados pelo tucano para o primeiro turno, quando a popularidade de Lula impôs um engajamento menor. O cenário indica que Minas já divide com São Paulo o poder político no PSDB.

Faltou sinceridade

Aceitar o debate plebiscitário sobre o aborto foi o grande erro cometido por Dilma Rousseff, na avaliação de políticos e analistas. Refém do sim ou do não, a candidata foi flagrada em contradição, o que se tornou mais importante eleitoralmente que o tema. “A verdade não dá voto, mas a mentira tira”, resumiu um experiente político, ao referir-se à afirmação de Dilma de que sempre foi contra o aborto. Para a maioria, no mínimo, a candidata não passou sinceridade ao eleitor.

Ficha Limpa

O Supremo Tribunal Federal tende a concluir o julgamento da lei da Ficha Limpa fazendo prevalecer a decisão do Tribunal Superior Eleitoral pela sua vigência imediata. Mas não será surpresa se um ministro mudar seu voto a favor da lei, que já gerou seus efeitos para a presente eleição.

Sangria eleitoral

No primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) resistiu ao uso de sua imagem com o neto Gabriel, no colo, no horário eleitoral. Na ocasião, apenas uma foto registrada pela equipe da campanha foi liberada para divulgação. O critério mudou, porém, com a inserção do tema aborto na pauta eleitoral. A imagem do neto foi ao ar no primeiro programa da candidata no segundo turno, para reforçar o discurso em defesa da vida. O PT se convenceu de que, mais que o escândalo da Casa Civil, o aborto provocou uma sangria na candidatura.

Sem telefone

Do ex-presidente do PSDB, deputado José Aníbal, irritado com o discurso do PT: “Tinha que tirar os celulares deles que ficam reclamando das privatizações”.

Concentração

A candidata Dilma Rousseff está desde sexta-feira sob treinamento intensivo para o debate de hoje, o primeiro apenas entre ela e Serra. Com ela, José Eduardo Dutra, Ciro Gomes e o ministro Alexandre Padilha.

 

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Na Internet, a Dilma que é Dirceu


No Estadão Online:
A campanha do presidenciável tucano, José Serra, encomendou um conjunto de filmes que criticam duramente o PT e a adversária que serão usados como munição na reta final da campanha. O material foi solicitado por integrantes da ala política do PSDB, que pressionam pela adoção de um discurso mais agressivo contra os adversários.

Um dos vídeos, já está na internet desde a semana passada, mostra uma foto de Dilma sorridente, que aos poucos vai se transfigurando até virar uma fotografia do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, alvo predileto dos tucanos. “Dilma foi escolhida a dedo pelo PT, por um motivo muito simples: ela vai trazer de volta todos os petistas que foram cassados ou que renunciaram. Dilma vai trazer de volta inclusive aquele que o procurador-geral da República chamou de “chefe da quadrilha”, diz o texto no exato momento em que a imagem da candidata vira a de Dirceu.

Assista ao vídeo abaixo:

Por Reinaldo Azevedo

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Encontro com Deus


Estava Bin Laden falando com Deus, e lhe pergunta: “Como estará o Afeganistão dentro de 10 anos?

Deus responde: “Estará todo destruído pelas bombas enviadas pelos Estados Unidos.”

Laden se sentou… e chorou.

Estava Barak Obama falando com Deus e lhe pergunta: “Como estará a América dentro de 10 anos?”

Deus lhe responde: “Estará totalmente contaminada pelas bombas químicas despejadas pelo Irã.”

Barak se sentou… e chorou.

Estava Dilma Roussef falando com Deus, e lhe pergunta: “Deus, como estará o Brasil dentro de 10 anos se eu for eleita Presidente?”

Deus se sentou… e chorou.

PavaBlog

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PT, Casa Mal-Assombrada


Qual bala de prata

Gilberto Carvalho, aquele que não foi padre (graças a Deus!) e que se comporta como coroinha de Lula, foi o primeiro a empregar a expressão “bala de prata” para se referir ao escândalo das violações de sigilo. Segundo ele, a oposição tenta usar o caso como “bala de prata” em favor da candidatura do tucano José Serra.

Bem, vocês conhecem este mecanismo mental:
1) Petista fica violando sigilos por aí? A oposição não pode protestar, ou isso vira exploração eleitoreira;
2) o filho da ministra é lobista e até agenda um encontro entre a mãe e um cliente? Não! A imprensa não pode noticiar porque isso é exploração eleitoreira.
Já ouvimos essa mesma ladainha em 2006, quando a rede petralha acusou a Globo de fazer o jogo da oposição ao simplesmente noticiar, como todo mundo,  o escândalo dos aloprados, com prisão em flagrante e tudo. Notícia contra o PT é sabotagem; contra seus adversários é obrigação.

Dilma, sempre muito original e espontânea, resolveu colar a metáfora do companheiro Carvalho. Agora ela também diz que a oposição buscam uma “bala de prata”. Pois é. Eu sei que a expressão serve para indicar uma solução simples, eficiente etc. Mas não dá para esquecer que a bala de prata é a única que mata bruxas, lobisomens e outros entes das trevas.

Reinaldo Azevedo

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