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A DOENÇA ROMANTICA DE PERCIVAL


Caro Amigo Caio Fábio!

Bom dia. Começo lhe chamando de amigo, pois suas mensagens em muito me ajudaram em minha caminhada de fé.
Contudo, no exato momento em que escrevo estas linhas (foi preciso muita coragem, acredite!), estou vivendo o período mais tenso de minha vida.

Deixe-me lhe explicar:

Tenho 28 anos, sou casado há dois anos e meio, sou formado; tenho vários cursos e especializações; tenho um bom emprego, uma vida feliz e uma esposa sensacional.

Conheci minha amada esposa nos tempos de faculdade. Ela era a melhor e mais linda aluna da classe. Foi fácil gostar dela, o difícil foi ela gostar de mim. A aproximação logo virou amizade, que transformou-se em romance e, por fim, em casamento.

Ela é estudiosa, bem-sucedida profissionalmente (já ocupa altos cargos de chefia), é adorável, extremamente linda e uma das maiores cristãs que conheci em toda a minha vida.

Sempre fui romântico, nunca brigados e sempre tivemos uma vida conjugal feliz.
Porém, tudo isto mudou no início do mês passado…

Certa manhã um colega de trabalho entrou em minha sala e apresentou a nova estagiária que trabalharia no setor. Por alguns segundos não pude pensar em mais nada. Nunca acreditei em amor à primeira vista, mas desde aquele instante não tirei a nova garota de minha mente… Leia o resto deste post »

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Lutero – Caio Fabio


Lutero foi um homem; e nada além de apenas um homem. Ele não era o homem moralmente mais ilibado de sua sociedade [longe disso]; nem o mais culto; nem o mais inteligente; nem o mais sábio [a sabedoria andou muito longe dele muitas vezes], nem o mais influente; e menos ainda o mais “adequado”; pois, psicologicamente era um homem com muitos tormentos; e, depois de conhecer a Graça, ainda assim sofreu algumas seqüelas de outros tempos.

De fato, Lutero era um homem muito doente de alma e coração; e sofria de males psicológicos que hoje o poriam sob forte indicação para ajuda psiquiátrica e psicológica; sem falar que é obvio que, hoje, ele deveria viver sob medicação e assistência médica.

Tudo o que não havia em Lutero era equilíbrio psicológico; nem antes, nem durante e nem depois do advento da Reforma.

De fato, para mim, Lutero foi o pivô, o elemento histórico e fenomenológico de uma força Inconsciente Coletiva que estava pronta para derramar-se sobre a Europa já fazia alguns séculos; embora nos últimos cem anos antes de Lutero a tal força tivesse ganhado muito mais intensidade com os pré-reformadores; todos eles pessoas bem mais equilibradas que o Reformador alemão.

Assim, Lutero não é um Paulo; ele está mais para um Gideão; para um homem apanhado pelas circunstancias e que teve seu papel beneficamente superlativizado pelas perseguições que sofreu; de modo que um Lutero “deixado”, não perseguido, teria sido um Lutero sem significado histórico.

Quando sua angustia de alma foi aplacada um pouco pelo entendimento do texto de Paulo aos Romanos (e depois aos Gálatas), sua insurgência contra Roma veio misturada com muitos elementos convergentes — a saber: o clamor das ruas, a insatisfação de muitos clérigos, a necessidade que alguns principados europeus tinham de ter um motivo religioso que os permitisse romper com o papado por uma causa nobre (e a “Reforma” lhes pareceu ideal); e, sobretudo, pela perseguição romana, a qual deu a ele [Lutero] o imediato status de inimigo qualificado do maior poder da terra: a Igreja de Roma.

De fato foi Roma quem promoveu a Reforma, e não Lutero.

Eu disse que a consciência dele foi aplacada pela informação do texto, e ele creu no que estava dito; e, pelo texto ele foi adiante sem retroceder. No entanto, não foram a paz, a experiência do sossego de alma, o derramar de amor e Graça, e a alegria da boa liberdade — os elementos motivacionais de Lutero. Não! O texto havia dado a ele as razões de base teológica para romper com Roma, mas o fruto não era de excelência espiritual, mas, sobretudo, de natureza apologética; e historicamente capaz de receber o influxo de muitas forças e poderes hostis a Roma presentes naqueles dias de trevas.

Quanto mais leio sobre Lutero (ou, sobretudo, leio Lutero mesmo: suas cartas, sua correspondência com amigos, príncipes e reis), mas me convenço do seguinte:

1. Ele era um homem em busca de libertação para suas pulsões sexuais descomunais;

2. Ele revoltava-se com a opressão da Igreja sobre o povo;

3. Ele foi impactado intelectualmente pela certeza de que se Paulo estava certo, a Igreja de Roma estava errada;

4. Ele não hesitou (tanto por convicção como também por revolta) em enfrentar Roma com a verdade do Evangelho;

5. Uma vez que isso foi feito o próprio Lutero se tornou símbolo de algo maior do que ele;

6. O amparo que teve para traduzir a Escritura para o alemão popular deu ao que iniciara o poder revolucionário que o movimento ganhou;

7. A alquimia do movimento misturava piedade pessoal do povo, muita revolta popular, uma grande dose de interesse político numa eventual ruptura com Roma, e o grito libertário de Lutero, o qual se fundamentava na Escritura, e, nela, sobretudo, em Paulo.

Entretanto, tudo o que aconteceu [com a perseguição sofrida em razão da opressão de Roma], incitou os ânimos de Lutero também de modo errado, pessoal, briguento, provocativo, e, por vezes, para além de toda medida de sabedoria e bom senso.

Mesmo assim, quando é a hora, até o louco e de fato descontrolado pode ser o instrumento do momento. Ninguém nunca sabe!

O que sei é que Lutero se fosse meu contemporâneo, eu mesmo, como irmão e amigo, recomendaria a ele que se tratasse com urgência.

Num artigo aqui do site, meu filho Ciro [autor do artigo] disse, e eu concordo com ele, que Lutero é uma das pessoas mais difíceis de se “precisar” na história. Isto porque quase todos os fatos de sua vida são sempre interpretados doutrinariamente, de um lado ou de outro.

Está na hora de se salvar Lutero da Reforma e a Reforma de Lutero; historicamente falando.

Entretanto, a inadequação humana dele para com o que de fato aconteceu exclusivamente pela Graça Soberana, é a melhor expressão da liberdade de Deus usando até Lutero, até qualquer um; dependo de Seu desígnio.

Lutero, porém, está longe de ser meu herói.

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FÍSICA QUÂNTICA E TEOLOGIA


Tanto no meu livro Nephilim como na seqüência dele, o livro Tábuas de Eva, afirmo minha certeza intuitiva de que o pensamento humano é [do ponto de vista da dimensão psicofísica], um acontecimento quântico; pois, no meu sentir somente a rendição à incerteza pode gerar o pensamento.

Além disso, o próprio pensar implica em viajar no tempo e no espaço como imaginação; e, pessoalmente, creio que somente um fenômeno quântico se aproxima da natureza dessa manifestação no que tange ao aspecto transicional entre o elemento espiritual e sua aplicação no mundo das idéias e de suas múltiplas variáveis; e, portanto, de suas infindas incertezas.

[Eu creio que o cérebro é uma máquina quântica do ponto vista de sua fisicalidade].

Tudo o mais que dá Palavra me veio pela fé, como a certeza fundada no “Eu Sou o Que Sou”, bem como na explicação de Jesus sobra a Ressurreição [dada aos saduceus], quando diz que Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; e apresenta a comprovação mostrando que para Ele passado, presente e futuro eram Hoje; pois disse: “Ele é o Deus de Abrão [e Abraão já era passado], o Deus de Isaque [que já tinha em Abraão o seu passado], e do Deus de Jacó [para quem ambos eram passado] — porém, Deus diz “Eu sou” para todos eles; e, de tal afirmação, Jesus nos fez ver que se Deus era Deus É para quem já não era, então é porque tudo e todos estão vivos Nele, no passado, no presente e no futuro; posto que Ele É Deus de vivos, e não de mortos. Os mortos não têm Deus.

Ora, sem noções de Física Quântica fica bem mais difícil a visualização desse conceito a fim de explicá-lo, ainda que limitadamente, a outros que intuem e não sabem como dizê-lo.

Além disso, todas essas questões sobre “predestinação”, “liberdade do homem”, “relacionalidade e processualidade” de Deus em relação à História ou não; bem como tudo o que concerne ao Tempo em relação ao Eterno, e tudo o que diz respeito ao significado de experiência de inferno e eternidade — encontram muita base de compreensão em razão de que física quântica e existencialidade habitam a mesma arquitetura dimensional.

Por último, a rendição ao Princípio da Incerteza é a porta natural para o caminho da fé; que é certeza aberta a tudo o que seja possibilidade para além da probabilidade; sendo assim, pela Incerteza, a própria fé encontra seu espaço maior para saltar de um universo a outro; pois, se partículas subatômicas podem fazê-lo, por que a fé que está para além delas não o faria de infinito a infinito e de impossível a impossível?

Ora, havia um mundo quântico a ser comentado, mas é isso aí… [quanticamente falando…].

Fique firme; e abra a boca; e pregue o Eu Sou aos seus amigos!

Um beijo!

Nele, que era, que é, e que há de vir; sendo Ele o mesmo Aquele que morreu antes de criar; e que redimiu antes de fazer,

Caio

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Depressão, como tratar?


As causas da depressão são muitas, e vão desde predisposições genéticas, passam pela constituição psicológica, caminham por dentro do mundo dos traumas e perdas, e podem ser, também, de natureza química, com disfunções na engenharia cerebral ou neurológica. Há também casos de depressão provocada pelo uso excessivo de certas drogas ou álcool.

Alguém pergunta: “E não há depressão de natureza espiritual?” Ora, é claro que também há. No entanto, tais depressões são de natureza diferente, podendo ser apenas o resultado da culpa ou, algumas vezes, de opressão espiritual direta. No entanto, tais casos são raros, sendo, na maioria das vezes, fruto do envolvimento da pessoa com invocações de natureza maligna ou carregada de escuridade espiritual e psicológica.

Ora, mesmo sabendo de todas essas variáveis, se eu tivesse que dar um conselho geral a todos os deprimidos, independentemente da causa da depressão, eu diria o seguinte:

1. Faça de qualquer depressão um bem, simplesmente não gerando associação entre o estado de depressão a qualquer forma de culpa moral. E, caso tenha havido culpa no nascedouro do estado, receba o perdão, creia, e desmoralize a depressão. Ou seja: se ela permanecer, já não será como tristeza para a morte, que é fruto da culpa; mas sim como tristeza para a vida, e que fará melhor e mais doce o coração.

2. Não se fixe na depressão. Deixe que ela se vire sozinha. Dar atenção à depressão é como fazer carinho na tristeza como vício. Portanto, não a negue, mas não a sente no trono de seu ser como senhora de seus sentimentos.

3. Busque a natureza, o ar livre, a praia, a piscina, o sol, o pé no chão, a grama, a terra, as fontes de águas, as atividades físicas, o toque, o amor, o sexo, a companhia de amigos, os papos diferentes, e, sobretudo, descanse no amor de Deus. Sei que uma pessoa deprimida quer se prender dentro do quarto, fechar a janela e se enterrar na escuridão, noite e dia. No entanto, pela minha experiência— tanto em mim mesmo como observando a praticidade deste conselho em outros—, verifico que a natureza e a volta aos elementos básicos da criação têm um poder enorme na cura e restauração das energias psíquicas e vitais, fazendo com que pelo menos 50% do problema comece a se esvair.

4. Não fique com pena de você. Depressão ama autopiedade. Olhe para a depressão como um estado criativo, e não como algo paralisante. Sempre tratei a depressão com criatividade. Quando me deprimi em razão da violação da “lei interior” (conforme falei acima), escrevi o livro “Oração para Viver e Morrer”. Quando os céus caíram sobre minha cabeça (98-99), escrevi “Nephilim”, e, logo depois, “Tábuas de Eva”. Quando mudei para Copacabana em 2001 e me senti deprimido por muitas coisas (ainda reflexo do desabamento celestial de 98-99), escrevi “O Enigma da Graça”. E quando meu filho partiu, mergulhei de cabeça aqui no site e escrevi … escrevi… escrevi…

5. Leia os salmos. Todos eles. E observe como alegria e tristeza têm o mesmo poder: gerar orações. A alegria produz ações de graça, e a depressão produz a expansão da comunhão com Deus, produzindo orações de verdade visceral. Os salmos são esses relatos existenciais; e neles a gente vê que tristeza e alegria são a mesma coisa no que diz respeito a poderem conviver com o melhor da espiritualidade humana.

6. Tome os remédios próprios sem culpa e sem julgamento moral e espiritual acerca do estado para o qual eles são receitados. Nosso problema é que a depressão não tem descanso numa alma cristã, especialmente porque a pessoa chega na igreja e ouve as promessas de que crente não fica deprimido, e, assim, mergulha na depressão da depressão. Desse modo, depressão de crente é sempre, no mínimo, depressão ao quadrado: a coisa em si e a culpa de se estar sentindo a coisa, o que gera uma segunda depressão e fixa a primeira. No entanto, a depressão do crente tem também a possibilidade de ser elevada à raiz cúbica: a depressão, a culpa da depressão, e o diabo da depressão. Essa equação é a pior de todas, e é muito comum nos crentes, neuróticos que são em relação a tudo, especialmente no que diz respeito a toda sorte de tristeza.

Continua

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A LINGUAGEM DO GÊNESIS É MÍTICA?


Deixe-me ser bem simples pra ver se ninguém se equivoca com relação ao que penso. Sim, nem você e nem os que lerão no site.

A narrativa do início do livro do Gênesis é claramente mítica, e é completamente verdadeira.

O mito não significa mentira, engano, falsidade e fantasia. O mito é uma linguagem universal usada na perspectiva de revelar por figuras, símbolos e arquétipos, aquilo que não se viu como ocorrência, mas que se sabe corresponder à verdade do que foi gerado.

Nossa tolice é tão grande que nos prende à narrativas de configuração e linguagem mítica de forma literal como se a fé só fosse fé se todas as coisas tiverem sido literais.

A Escritura tem todo tipo de linguagem. Começa com a mítica, entra na semi-histórica, adentra a histórica, se utiliza da simbólica, expressa a alegórica, a metafórica, e também a literal. Ora, se a Escritura se utiliza de todas essas linguagens, não faz sentido usar apenas a visão literal na hora de lê-la, se há outras formas de linguagem em uso no próprio texto. Cada texto tem que de ser lido e discernido conforme a sua linguagem. E a Escritura não inicia dizendo que linguagem está usando, apenas porque é obvio quando uma certa linguagem está sendo praticada.

Eu creio que a Terra foi habitada, milhões de anos, por muitas criaturas, antes da criação-surgimento do homem. Creio que houve muitas eras e ciclos de vida no chão que habitamos. Creio que a narrativa do Gênesis mostra o significado divino de todas as existências, e revela o lugar especialmente importante do homem na criação. Creio que a “queda” aconteceu, e que o dialogo de Eva com a Serpente foi uma realidade, porém, a linguagem usada para nos contar algo que teve seu lugar muito mais na dimensão psicológica, é, própria e adequadamente, de natureza mítica. Creio que tudo o que ali está dito é tão mais belo e verdadeiro quanto mais se lê o texto conforme a natureza de sua linguagem. Aliás, somente desse modo o texto deixa de parecer estória da carochinha. Lendo-o como mito ele cresce ainda mais em seu significado como representação não-jornalística da verdade, e que nem por não ser “jornalística” deixa de ser verdadeira.

O Gênesis apresenta o fenômeno do que nos aconteceu como espécie, e usa a única linguagem possível, em se tratando de coisas para as quais a consciência não tinha meios de perceber se não como linguagem fenomenológica.

As culturas dos povos, quase todas elas, são extremamente parecidas com a linguagem do Gênesis. O que apenas prova a realidade de que o Inconsciente Coletivo da Humanidade está saturado com a mesma verdade e com os mesmos conteúdos, variando apenas na forma do mito.

O modo mítico como o Gênesis relata a criação da consciência humana é, na minha pobre maneira de ver, o mais perfeito de todos. No entanto, a linguagem é mítica; e é a mais própria de todas as linguagens míticas.

Mito, portanto, não é o que não é, mas sim o que é; só que sendo contado de uma forma atemporal, não envelhecível, não necessitada de re-atualizações históricas freqüentes.

Você já imaginou se há quase quatro mil anos a Escritura contasse a criação do homem do modo como ela pode ter “de fato” acontecido? Quem entenderia o quê? Desse modo, a Escritura usa uma Linguagem Perene a fim de relatar aquilo que não seria jamais compreendido sem que a linguagem fosse mítica. Para os antigos era a única linguagem possível; e continua a ser a única possível para nós também.

Na realidade as pessoas não entram nesse assunto não é por medo de perderem a fé, mas por temor de serem “interpretadas” como tendo perdido a fé.

Ora, o Gênesis, em seu inicio, é mítico. A ressurreição de Jesus, todavia, não é narrada com linguagem mítica, mas histórica. Assim, deve-se ler o Gênesis conforme a linguagem proposta, e os Evangelhos, conforme a linguagem histórica narrativa com a qual ele está carregado.

Com isto lhe digo o seguinte: Sei que Adão caiu em pecado e transgressão, embora não saiba os detalhes históricos narrativos desse acontecimento, visto que a linguagem utilizada me permite saber o que houve, mas não me detalha como foi—exceto como narrativa de natureza mítica. Já a ressurreição de Jesus, é tanto histórica quanto também é narrada em linguagem histórica, sendo, por parte de qualquer um, uma grande violência dizer que se trata de mito, visto que, para mim, é desrespeito para com a intenção, o estilo e a objetividade narrativa da história.

Ou seja: a realidade é o que interessa, não a linguagem!

E qual é a realidade?

Somos todos herdeiros de Adão segundo o pecado; e, em Cristo, somos agora herdeiros de toda Graça. Ora, isto sim é realidade!

Nele,

Caio

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SEXO, BEBIDA, CIGARRO E IGREJA!


Se seu interesse é em Deus, em Jesus e na Vida Eterna, então, é vida que você quer.

Ora, se é vida que você deseja ter, então, é de vida que você tem que se ocupar.

Assim, não falamos de normas de homens, mas apenas do que Deus chama vida para o homem.

Desse modo, Paulo diz: “Todas as coisas me são licitas, mas nem todas edificam ou me convém. Todas as coisas me são licitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhum delas.

Paulo também disse que não se deve usar a liberdade que temos em Cristo a fim de se dê lugar a nada que seja contra aquilo que Deus, em Jesus, chama Vida.

Você pode o que você quiser, devendo apenas se perguntar: Que bem isso me faz?

Ou ainda:

Isso que eu gosto tanto pode fazer mal a alguém que não tem o mesmo entendimento que eu?

Ou também:

Esse sexo sem amor e sem significado que eu gostaria tanto de fazer por fazer, porque eu gosto, de fato realiza o quê de bom em mim e na pessoa da qual me sirvo?

Ora, aqui no meu site você pode ir ao serviço de Busca e escrever as palavras “sexo”, “bebida”, “cerveja”, “Skol”, “vinho”, “fuma”, etc. — e você encontrará respostas especificas para as suas questões tópicas.

Eu, todavia, aqui, agora, já, quero apenas dizer a você o seguinte:

Você não “magoa a Cristo” quando faz qualquer das coisas acima. Sim! Jesus não faz beicinho! Ele já nasceu Deus. Crescido. E mais: Ele não é tolinho e nem escandalizável. Ele aquenta tudo. Ele é amor. O amor é invencível.

Você faz mal a você mesmo, ao seu futuro, e, sobretudo, ao seu dia de hoje, no qual são forjadas e reforçadas as suas fibras de ser.

Entretanto, você só se fará mal se fizer mal a si mesmo no fazer e usar tais coisas.

Fumar você pode; e pode fumando ir para o céu. Mas e daí? A porcaria do cigarro faz mal aqui, já, no dia de hoje, e, com certeza, fará mais mal ainda amanhã. Portanto, o que há de bom em voltar para ele se você pode estar já livre dele para sempre?

Entretanto, você pode fumar e ir pro céu fumado.

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Que depressão insuportável


Ora, mesmo sabendo de todas essas variáveis, se eu tivesse que dar um conselho geral a todos os deprimidos, independentemente da causa da depressão, eu diria o seguinte:

1. Faça de qualquer depressão um bem, simplesmente não gerando associação entre o estado de depressão a qualquer forma de culpa moral. E, caso tenha havido culpa no nascedouro do estado, receba o perdão, creia, e desmoralize a depressão. Ou seja: se ela permanecer, já não será como tristeza para a morte, que é fruto da culpa; mas sim como tristeza para a vida, e que fará melhor e mais doce o coração.

2. Não se fixe na depressão. Deixe que ela se vire sozinha. Dar atenção à depressão é como fazer carinho na tristeza como vício. Portanto, não a negue, mas não a sente no trono de seu ser como senhora de seus sentimentos.

3. Busque a natureza, o ar livre, a praia, a piscina, o sol, o pé no chão, a grama, a terra, as fontes de águas, as atividades físicas, o toque, o amor, o sexo, a companhia de amigos, os papos diferentes, e, sobretudo, descanse no amor de Deus. Sei que uma pessoa deprimida quer se prender dentro do quarto, fechar a janela e se enterrar na escuridão, noite e dia. No entanto, pela minha experiência— tanto em mim mesmo como observando a praticidade deste conselho em outros—, verifico que a natureza e a volta aos elementos básicos da criação têm um poder enorme na cura e restauração das energias psíquicas e vitais, fazendo com que pelo menos 50% do problema comece a se esvair.

4. Não fique com pena de você. Depressão ama autopiedade. Olhe para a depressão como um estado criativo, e não como algo paralisante. Sempre tratei a depressão com criatividade. Quando me deprimi em razão da violação da “lei interior” (conforme falei acima), escrevi o livro “Oração para Viver e Morrer”. Quando os céus caíram sobre minha cabeça (98-99), escrevi “Nephilim”, e, logo depois, “Tábuas de Eva”. Quando mudei para Copacabana em 2001 e me senti deprimido por muitas coisas (ainda reflexo do desabamento celestial de 98-99), escrevi “O Enigma da Graça”. E quando meu filho partiu, mergulhei de cabeça aqui no site e escrevi … escrevi… escrevi…

5. Leia os salmos. Todos eles. E observe como alegria e tristeza têm o mesmo poder: gerar orações. A alegria produz ações de graça, e a depressão produz a expansão da comunhão com Deus, produzindo orações de verdade visceral. Os salmos são esses relatos existenciais; e neles a gente vê que tristeza e alegria são a mesma coisa no que diz respeito a poderem conviver com o melhor da espiritualidade humana.

6. Tome os remédios próprios sem culpa e sem julgamento moral e espiritual acerca do estado para o qual eles são receitados. Nosso problema é que a depressão não tem descanso numa alma cristã, especialmente porque a pessoa chega na igreja e ouve as promessas de que crente não fica deprimido, e, assim, mergulha na depressão da depressão. Desse modo, depressão de crente é sempre, no mínimo, depressão ao quadrado: a coisa em si e a culpa de se estar sentindo a coisa, o que gera uma segunda depressão e fixa a primeira. No entanto, a depressão do crente tem também a possibilidade de ser elevada à raiz cúbica: a depressão, a culpa da depressão, e o diabo da depressão. Essa equação é a pior de todas, e é muito comum nos crentes, neuróticos que são em relação a tudo, especialmente no que diz respeito a toda sorte de tristeza.

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