Não sou o único


Tony Bellotto, na Veja Online

Imagine um mundo sem religião. É fácil se você tentar. Ok, talvez eu esteja pedindo demais (eu e o John Lennon). Imagine então um mundo em que não se doutrinariam as crianças nas escolas, deixando que elas, depois de adultas e intelectualmente formadas, escolhessem seus próprios caminhos. Isso não é pedir demais, é? Leio consternado que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, está prestes a sancionar um projeto de lei que prevê a contratação de 600 professores para darem aulas de religião em escolas municipais. Isso é um retrocesso, e uma violência intelectual contra as crianças do Rio de Janeiro.

Aulas de religião? Qual religião? O que são religiões, afinal de contas? Códigos de conduta moral e de intolerância? Por que confundir as cabeças das crianças com conceitos arcaicos que misturam delírios com noções rudimentares (e quase sempre errôneas) de ciência? Por exemplo: o que tem a explicação da ciência sobre o surgimento da matéria – o Big Bang – a ver com a história de Adão e Eva? Nada. Adultos de bom senso podem discernir o que é real e o que é pura alegoria nas histórias bíblicas. Mas talvez isso seja confuso para as crianças, sem falar nas cavernosas noções de pecado e culpa, conceitos de que ninguém, muito menos uma criança, precisa para compreender o mundo.

Eu não sou contra as religiões, embora discorde radicalmente delas. Mas sou totalmente contra o ensino da religião em escolas, pois ele é nefasto e pernicioso. Imagine um mundo sem religião. É fácil se você tentar. Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único (John Lennon e Bertrand Russell estão comigo). Espero que algum dia você se junte a nós.

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  1. #1 por Derly Marcos em 27/10/2011 - 09:46

    Cara, agradeço mesmo por existir pessoas como você. Espero que você continue nesta caminhada, e não desanime. Pois aquilo que faz o seu coração pulsar, é aquilo que vale a pena lutar. Forte abraço

  2. #3 por Cher em 18/10/2011 - 09:14

    Não creio que seja possível pensar um mundo sem religião, principlamente por que isso é imposto a todos desde sempre, mas acho que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas não doutrinassem, mas praticassem a empatia. Fazer para os outros o que você quer que façam para você. Isso tornaria o mundo melhor e com mais presença de Deus, sem regras errôneas e preconceituosas, e sem tentar transformar um grupo em uma massa de pessoas que pensam igual. A beleza está na diversidade, e a bondade no amor. Precisa mais?

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