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ENTREVISTA COM CAIO FÁBIO SOBRE SEXO

1) Esta edição do Fanzine fala sobre sexo, então é inevitável fazer algumas perguntas. Qual a função do sexo? E qual o lugar que ele deve ocupar em nossas vidas, e que importância ele tem pra nós?
R: Sexo é a expressão da vida como prazer e sabor. É o ápice da capacidade de sentir, trocar e experimentar todos os sentidos em plenitude. Sexo é bem mais que as pessoas imaginam. É mais que a penetração e as trocas físicas. Pouca gente sabe o que é a experiência sexual em plenitude. A objetização do ato quase sempre impede a viagem ao êxtase e à plenitude do prazer. O mergulho nas águas profundas dessa experiência demanda mais do que corpo. Demanda alma e espírito desinibidos e livres.
Sem profunda intimidade e espiritualidade, nunca haverá êxtase no sexo., mas apenas, no máximo, orgasmo.
O sexo mexe com a essência humana, por isso sua objetização nos dissolve e sua supressão nos achata.
Sexo é parte essencial da vida e do crescimento humano de qualquer pessoa saudável. As exceções existem. São os seres celibatários. Tais exceções, não tendo sido estabelecidas pela repressão, devem ser tratadas como vocações a serem respeitadas, desde que haja voluntariedade e espontaneidade.

2) O senhor foi um dos primeiros evangélicos a falar sobre sexo em seus livros, e com uma linguagem acessível e próxima dos jovens cristãos, e sem ser doutrinária. A igreja evangélica tem se mantido como uma instituição extremamente repressora e vem colhendo muitos frutos contrários aos esperados. Por que os líderes evangélicos (você também se encaixa nisso), não contam suas experiências, percalços e frustrações na adolescência e juventude, e contextualizam a função do sexo para os nossos dias, ao invés de recorrerem a correlações diretas com passagens bíblicas que diziam respeito a sociedade judaica de no mínimo 20 séculos atrás?
R: Meu primeiro livro sobre o tema foi infantil. Foi escrito aos 22 anos de idade e após o “trauma da conversão”. Como “antes” eu poderia ser incluído na categoria dos “dissolutos”—minha atividade sexual começou muito precocemente—, com a conversão fiz um movimento inconscientemente pendular. Fui para o pólo oposto. Então saiu um livro meu que eu não recomendo para ninguém, chamado “Abrindo o Jogo Sobre o Namoro”. Aquele é um livro que deve ser lido ao contrário: quase tudo o que digo que não pode é justamente aquilo que a “conversão” fizera supressão em mim. Assim, minhas “proibições pessoais” viraram cartilha. Em três anos no máximo eu estava querendo tirar o livro do “mercado”. Ele não condizia nem com a Bíblia e nem a condição humana. Depois disso, entretanto, fiz palestras que viraram livros, e que são infinitamente mais próximos do mundo real. Mas tudo foi um processo. Sexo é tema de neurose no ocidente, e na comunidade evangélica ele atinge o clímax de sua expressão como enfermidade.
Eu perdi a virgindade com cinco anos de idade. Minha babá de 13 anos fez o serviço. Daí eu ter crescido sem nunca dissociar a mim mesmo da experiência sexual. O que acontece aos meninos aí pelos 15 ou 16 anos já estava instalado em mim desde sempre. O mais está contado em meu livro “Confissões de um Pastor”. Não posso ser acusado de “falta de contextualização” na minha abordagem sobre sexo e sexualidade desde os 25 anos de idade. E, no meu site, o www.caiofabio.net, tais expressões de “contextualização” atingiram sua plenitude até aqui. Quanto aos “frutos” que a igreja evangélica está colhendo, só posso dizer que são coerentes com a lógica da doença que nela se instalou: quanto mais reprimido for o consciente, mais tarado e adoecido será o inconsciente. A igreja evangélica é o “ente social” sexualmente mais enfermo que eu conheço no Brasil.

3) Promiscuidade sexual, relações homossexuais, com animais, objetos, masturbação, enfim; até onde o uso do corpo é normal e sadio, e segundo o padrão de quem?

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Sobre os assexuados

Alguém me escreveu dizendo que no site não trato da questão dos assexuados…

É verdade…; embora, em alguns textos, eu diga que existem pessoas para as quais o sexo não tem qualquer significado importante…

Ora, quando digo que existem pessoas para as quais o sexo não tem o papel de importância esmagadora que tem para a maioria, não me refiro aos assexuados que assim sejam em razão de deficiências físicas, hormonais ou psicológicas, como traumas esmagadores…

Não! Refiro-me a pessoas com taxas hormonais perfeitas e sem qualquer deficiência física e sem trauma emocional… — mas que, apesar disso, não sentem falta de sexo.

Aparentemente Paulo era assim…

Meu amigo amado John Stott também tem vivido assim, com toda paz…

E, além dos nomes acima citadas apenas por serem conhecidos, eu mesmo conheço uma multidão de pessoas que vivem sem ter na ausência de sexo qualquer problema ou conflito…

Estatísticas dizem que um pouco mais de 1% da população brasileira vive assim… e vive bem.

De fato, se lermos I Corintios 7 veremos que na visão de Paulo sexo seria algo a ser tratado se a pessoa não passasse sem ele… Mas, considerando as dificuldades daqueles dias [não muitos anos depois Paulo foi decapitado, Pedro crucificado, e milhares mortos...] a recomendação de Paulo era que se alguém pudesse passar sem casamento ou sexo, que passasse; pois, na visão do apóstolo, dadas as circunstancias daqueles dias, casar seria contratar aflições e preocupações, tamanha era a insegurança que se mostrava no futuro imediato…

Na realidade sexo tem um papel muito importante na vida de quem deseja sexo, mas não tem nenhum lugar de significação para quem não necessita dele…

O problema é que até quem vive bem sem sexo se sente anormal, tamanha é a pressão da “normalidade” como tirania social…

Assim, de fato, o bom senso manda recomendar que aquele que está bem, continue bem; e que não se deixe obrigar pelas necessidades dos outros…; e que são transformadas em Lei de Normalidade a ser imposta sobre quem vive muito bem sem sentir falta do que os outros dizem que sem “aquilo” não passam…

Uma das piores tiranias é a da imposição do sexo como normalidade e a do casamento como saúde humana!

Não aceite jamais tais tiranias…

Cada ande conforme foi chamado…

Agora leia I Corintios 7…

Receba meu carinho se essa é a sua situação…

Nele, que nunca casou com ninguém, pois, casou-se com todos,

Caio

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Entrevista com Sergio Viula, teólogo ateu e ex-ex-gay

Liga Humanista Secular do Brasil Há mais de cem anos, num Reino Unido ainda legalmente homofóbico, Alfred Douglas, amante do grande Oscar Wilde, chamou a homoafetividade de “o amor que não ousa dizer seu nome”. O verso foi usado como prova para incriminar Wilde e sentenciá-lo a trabalhos forçados. E aqui, hoje, este amor ousa dizer seu nome? Quem ainda o impede?

Sergio Viula - Muitos avanços foram feitos desde então. Os Direitos Universais do Homem, promulgados pela Organização das Nações Unidas depois da 2a. Guerra Mundial têm conquistado cada vez mais espaço na legislação de cada país filiado à mesma. E até nos países que ainda não comungam com a ONU existem pressões internas e externas para que o ser humano seja cada vez mais respeitado em seus direitos, independentemente de seu sexo, raça, religião, orientação sexual, etc.

No campo da homoafetividade, os maiores avanços ocorreram a partir de 1969, quando da intervenção policial num bar gay de Nova York, o Stonewall Inn. A resistência dos gays ali presentes gerou o moderno movimento pelos direitos civis dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Graças aos desdobramentos desse movimento (quem desejar compreender melhor seu começo, veja o fime americano “Milk, a Voz da Igualdade”), o amor que não ousava dizer o nome passou a ter orgulho do nome que tem. Milhões de homossexuais vivem hoje assumidamente. Ainda há os que temem o preconceito e os que internalizam a homofobia com a qual convivem desde que se conhecem por gente, os quais resistem a se expor e chegam até a agir de modo antipático aos outros gays tentado se diferenciar. Porém, cada vez mais, as pessoas vão compreendendo que o amor é igual, as dinâmicas são as mesmas. A diferença está apenas nos gêneros envolvidos nesse amor. Ambos são do gênero masculino ou do gênero feminino, mas as alegrias e sofrimentos que o amor produz tanto para gays como para heterossexuais são as mesmas.

LiHS Você é ateu e teólogo. Pensa que uma religiosidade moderada poderia ser benéfica à situação dos gays no Brasil? Afinal de contas, sendo a Bíblia a compilação de livros diversos que é, tem tanto passagens em que condena a homossexualidade quanto descrições de homoerotismo entre Jônatas e Davi e entre Noemi e Rute. Estes personagens não poderiam servir de exemplos para um cristianismo sem homofobia? Há cristianismo sem homofobia?

Sergio - Atualmente, algumas denominações consideradas “inclusivas” estão fazendo esse trabalho. Elas procuram vivenciar um cristianismo sem homofobia ou outros preconceitos. Existe, sim, a meu ver, espaço para esse tipo de comunidade de fé. Considero benéfica a existência desses espaços para aqueles que realmente não conseguem viver sem religião. É melhor que sejam religiosos moderados e mais equilibrados do que acabar vivendo entre fundamentalistas cegos. Eu, porém, abandonei totalmente o cristianismo, não por considerá-lo incompatível com minha orientação sexual, mas por perceber que ele não leva vantagem em termos epistemológicos, digamos assim, sobre qualquer outra religião, mitologia ou sistema de fé.

LiHS Você foi um dos fundadores do Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES), destinado a “curar” gays com base na sua crença anterior de que a sua orientação sexual tinha sido mudada e outros poderiam passar pelo mesmo processo. Que medidas contrárias ao MOSES podem ser tomadas para evitar que outros gays passem pela mesma rota dolorosa que você enfrentou até se aceitar?

Sergio - A demonstração de suas falácias e a divulgação de seus repetidos fracassos são boas medidas a serem tomadas para alertar as pessoas. Por isso, mantenho um blog e publico vídeos no Youtube a respeito disso. Quem desejar, pode procurar por meu canal noYouTube. Ali, tenho diversos videos, inclusive um sobre Oscar Wilde, que você citou no início da entrevista. A denúncia de psicólogos envolvidos com essa fraude é fundamental também.

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Virgens ganham rede social exclusiva

Foi criada uma rede social voltada exclusivamente para jovens que desejam se casar virgens. Parece loucura? Não para o casal Lety e Jose Colin: eles conseguiram a façanha e criaram o site de relacionamento “You And Me are Pure” (“Você e eu somos puros”, em tradução livre), o qual tem por missão juntar jovens com o ideal de manter a castidade antes do casamento.
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Na página inicial do site é possível ler um texto enaltecendo a virgindade como característica pura, capaz de unir pessoas tanto amorosamente quanto pela amizade. Para que seja possível visualizar as fotos nos perfis dos usuários, você precisa criar uma conta no serviço. Porém, não se preocupe, para criá-la não é exigida nenhuma prova de que você seja realmente virgem.Clique aqui para ler a notícia completa no Baixaki.
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via Terra
foto: Divulgação
dica do Chicco Sal
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aqui no Brasil existem algumas opções no Orkut:
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- Beijo só no dia do Casamento!
- beijo” só depois do casamento
- Beijo só depois do casamento

Via Pavablog.com

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Estudo liga infidelidade masculina a QI mais baixo

Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly.

De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.

Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.

Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.

De acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

Evolução

Kanazawa foi mais longe e disse que outra conclusão do estudo é que o comportamento “fiel” do homem mais inteligente seria um sinal da evolução da espécie.

Sua teoria é baseada no conceito de que, ao longo da história evolucionária, os homens sempre foram “relativamente polígamos”, e que isso está mudando.

Para Kanazawa, assumir uma relação de exclusividade sexual teria se tornado então uma “novidade evolucionária” e pessoas mais inteligentes estariam mais inclinadas a adotar novas práticas em termos evolucionários – ou seja, a se tornar “mais evoluídas”.

Para o autor, isso se deve ao fato de pessoas mais inteligentes serem mais “abertas” a novas ideias e questionarem mais os dogmas.

Mas segundo Kanazawa, a exclusividade sexual não significa maior QI entre as mulheres, já que elas sempre foram relativamente monogâmicas e isso não representaria uma evolução.

BBC Brasil

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